No PAOD, esta quarta-feira, o deputado Válter Correia, PSD, defendeu a urgência de uma intervenção no troço da Via Expresso junto ao túnel do Véu da Noiva, alertando para os riscos permanentes de derrocadas naquela zona da Costa Norte.
O social-democrata sublinhou que “a insegurança vivida no troço da Via Expresso, junto à saída do túnel de João Delgado, conhecido como Véu da Noiva, é uma matéria a que todos somos profundamente sensíveis, dada a manifesta perigosidade que comporta”.
Válter Correia recordou que tem vindo, “primeiro na qualidade de autarca e depois, mais recentemente como deputado”, a alertar “por diversas vezes para a urgência de uma intervenção que proteja quem ali passa das derrocadas que caem com regularidade”.
O deputado salientou que os desprendimentos de rochas “têm acontecido e continuarão a acontecer”, considerando tratar-se da “própria evolução geomorfológica de um território com relevos acidentados, como o da nossa região no seu todo e na Costa Norte em particular”.
Apesar de reconhecer que “não é possível anular todos os perigos”, defendeu ser “elementar” a implementação de “medidas eficazes nos pontos mais críticos”, lembrando que o Governo Regional prevê há vários anos a construção de um falso túnel para proteção dos automobilistas.
“Esta é, de facto, uma solução que tarda em ser implementada. As circunstâncias do dia-a-dia clamam por uma resposta urgente que todos reconhecemos e desejamos”, afirmou.
Na intervenção, Válter Correia explicou também os motivos que terão levado ao adiamento da obra. Segundo disse, “não se tratou de esquecimento ou desleixo, mas sim de imprevistos técnicos e outros constrangimentos causados por situações imprevisíveis”.
Entre os fatores apontados, destacou a necessidade de consolidar a escarpa devido à forte erosão marítima, antes de avançar com a construção do falso túnel. “Não faria qualquer sentido construir uma estrutura extremamente pesada como um falso túnel sobre uma base fragilizada”, referiu.
O deputado acrescentou ainda que, por se tratar de uma intervenção em domínio público marítimo, foi necessário realizar um estudo de impacto ambiental, o que acabou por atrasar o processo.
Valter Correia recordou igualmente o colapso da muralha de sustentação da ETAR de São Vicente, em julho de 2023, na sequência de uma forte tempestade marítima, situação que obrigou o Governo Regional a assumir uma intervenção considerada prioritária.
“Esta foi uma situação de força maior que veio complicar, ainda mais, as complexas vicissitudes que já envolviam o início dos trabalhos junto ao túnel do Véu da Noiva”, declarou.
Ainda assim, o parlamentar adiantou que o concurso público para a construção da muralha de suporte da ETAR “já foi lançado” e que o Governo Regional “já assumiu o compromisso de tudo fazer para iniciar esta tão aguardada obra já para o próximo ano”.
Entretanto, revelou que decorrem trabalhos de mitigação do risco no local, com “uma equipa de rocheiros no terreno a proceder à limpeza da escarpa, provocando de forma controlada a queda das rochas instáveis”.