O conselho de administração da Horários do Funchal diz que “esperava uma maior compreensão” do Sindicato Nacional de Motoristas e Outros Trabalhadores (SNMOT) na sequência da greve convocada para esta quinta-feira, argumentando que, “face ao momento político atual”, dificilmente seria possível atender às reivindicações dos trabalhadores.
“Face ao momento político atual da Região, e por se encontrar em gestão, o conselho de administração desta empresa esperava uma maior compreensão por parte deste sindicato, que sabe que, dificilmente, face ao atual cenário, conseguiriam ver as suas reivindicações cumpridas, como aconteceu há um ano, em 2024, que tiveram essa compreensão”, pode ler-se num comunicado divulgado pela Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas, que tem a tutela da Horários do Funchal.
Na mesma nota, o Governo Regional salienta que “a Horários do Funchal sempre se mostrou disponível para ouvir os trabalhadores e os seus sindicatos e a prova dessa atuação são as reuniões mantidas, ao longo dos anos, com os mesmos e seus representantes e as respetivas assinaturas dos Acordos Empresa que vigoram atualmente”.
“Ao longo dos últimos anos, estes trabalhadores têm tido vários aumentos todos assinados e aprovados pelas respetivas estruturas sindicais, quer no vencimento base, outros abonos, no subsídio de alimentação e no subsídio de insularidade, totalizando, em 2023, um aumento mensal de 86,85 euros, em 2024 de 101,49 euros e em 2025 de 99,79 euros”, argumenta a tutela.
“A Horários do Funchal é a única empresa, a nível regional e nacional, em que os trabalhadores trabalham 39 horas semanais”, realça ainda na mesma nota, acrescentando por fim que “todos os funcionários da Horários do Funchal passaram a ter 25 dias de férias desde 2019, algo que não acontece em mais nenhuma empresa do setor na Região”.
A concluir, “a Horários do Funchal lamenta os constrangimentos que possam resultar desta perturbação e tudo fará para minimizá-los, apelando à melhor compreensão de todos os seus clientes afetados, apresentando sinceras desculpas”.