A Banda Municipal de Santana celebra hoje o seu centenário com uma sessão solene que reuniu músicos, autarcas e população. A instituição fundada a 4 de abril de 1926 como Fanfarra Recreio Santanense, tem raízes ainda mais antigas.
O presidente da banda, José Carlos Abreu, resumiu um século em poucas palavras. ”A banda de Santana não tocava para o povo, a banda era o povo.” Um compromisso que resistiu a tudo, mesmo quando os músicos viajavam em carrinhas de caixa aberta protegidos com plásticos.
O presidente da Câmara Municipal de Santana, Dinarte Fernandes, destacou o papel histórico da instituição no contexto regional, recordando que num concelho com três bandas filarmónicas, a do Faial, com 132 anos, a de São Jorge e a de Santana, a música foi sempre mais do que entretenimento. “Estas instituições eram importantíssimas para afirmar a autonomia dos territórios mais distantes do Funchal”, disse.
Por seu turno, José Manuel Rodrigues secretário regional da Economia sublinhou a dimensão económica e identitária destas coletividades “a cultura não é apenas um fator de identidade, é também um ativo económico”.
A sessão incluiu a apresentação do livro do Centenário, com 616 páginas, da autoria de Sónia Franco. A escritora afirmou que “não escrevia sobre instituições”. ”Escrevo sobre as pessoas que as habitam, que as constroem com as mãos e com a alma”, disse a autora.
As comemorações estendem-se ao longo do ano, com um concerto no Festival em Norte, a 16 de agosto, com Sofia Escobar.