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João Gião vê um Nacional “com alma” e promete equipa com carácter

Data de publicação
30 Maio 2026
18:39

João Gião foi hoje apresentado como treinador do Nacional e explicou que a decisão de aceitar o convite alvinegro resultou de um conjunto de fatores, com destaque para a forma como foi abordado pela SAD. “Mas houve aqui um fator determinante, desde logo a determinação do presidente. Fez tudo muito rápido, fez-me sentir desejado, fez-me sentir confiante e confortável. Isso foi um fator fundamental”, afirmou, sublinhando ainda o histórico do clube na aposta em treinadores jovens e com margem de progressão. “A tradição que o Nacional tem tido, de há muitos anos a esta parte, em apostar em treinadores mais ou menos do meu perfil, jovens, muitos deles com pouca ou nenhuma experiência de I Liga, e ter-lhes dado condições para terem sucesso, pesou também na minha escolha”.

O novo treinador destacou também a ligação emocional ao clube e a forma como se identifica com a sua identidade. “Vejo um clube com alma”, referiu, acrescentando: “Lembro-me daquele momento que foi vivido em Tondela, debaixo daquela chuvada, com a presença de muitos nacionalistas, e eu sinceramente aquele momento também me marcou”. No mesmo registo, reforçou o enquadramento da decisão: “E eu gosto de clubes com alma, clubes com raça. Portanto, não foi um só fator, foram alguns fatores, mas estes três, que eu enumerei, os principais”.

Gião deixou ainda claro que pretende construir a sua própria identidade no comando técnico. “Antes de mais dizer que respeito muito o passado recente do Nacional e aquilo que foi atingido. Muito mérito pelo mister Tiago que estava aqui. Agora eu serei eu próprio, com as minhas virtudes, os meus defeitos, mas serei eu próprio com as minhas ideias”.

No plano desportivo, o objetivo está bem definido desde o início. “A manutenção acima de tudo. É esse o objetivo desportivo do Nacional”, afirmou, acrescentando que quer uma equipa com identidade forte e ligação aos adeptos: “E depois uma equipa com que os adeptos se identifiquem. Com carácter, com alma, com dedicação. Isso para mim também é fundamental”. Quanto à estrutura técnica, o treinador explicou que ainda há um elemento por fechar na equipa de adjuntos, não tendo avançado nomes.

O presidente do Nacional, Rui Alves, reconheceu que a aposta em João Gião envolve risco, mas enquadrou-o como parte natural do processo. “É um risco. Portanto, é um risco para ele, é um risco para nós, e é no risco que se constroem estruturas sólidas e de sucesso”, afirmou. Já sobre as ambições para a nova época, adotou um discurso prudente, mas com margem de progressão: “Naturalmente sempre sonhamos que a época seguinte seja um pouco melhor”, deixando claro que espera evolução sob o comando do novo treinador.

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João Gião é uma boa escolha para treinar o Nacional?

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