Instado sobre os desafios que as corporações de Bombeiros estão a enfrentar, Richard Marques, presidente do Serviço de Proteção Civil da Madeira, afirmou que “os bombeiros são os principais agentes de proteção civil”, pelo que são vários os desafios que se colocam, como ao nível da sustentabilidade financeira e operacional dos corpos de bombeiros.
“Hoje, a realidade operacional obriga a que estejamos na vanguarda de aproximarmos as nossas estruturas de resposta às exigências dos riscos”.
A seu ver, olhado para o futuro, “é preciso pensar como criar capacidade para a nova realidade de riscos, com situações mais frequentes, adversas e mais exigentes”, que obrigam a que a resposta seja mais célere.
Sobre os desafios das alterações climatéricas, e falando com conhecimento de causa, Richard Marques destacou que a Região está bem-dotada, mas pelas suas especificidades, está também isolada.
“Partimos de uma base na Região um pouco mais exigente do que sentimos noutras partes do país”, aclarou. “Mas, a forma como estamos sozinhos, obriga-nos a ter um dispositivo mais resiliente e preparado”.
Sobre se valerá a pena ter uma unidade de intervenção em substâncias perigosas, disse que em números, não valerá a pena. Contudo, “a impossibilidade de termos o reforço da região ao lado, termos um reforço instalado especializado para os problemas que surgem”, pelo que os bombeiros têm de estar preparados para as diversas eventualidades e para a exceção. “O Bombeiro será o operacional no âmbito da operação de socorro, mais habilitado do país”.