Martinho Freitas, presidente da Federação de Bombeiros da Madeira, iniciou a sua intervenção no debate que está a decorrer no Porto Santo sobre ‘Da formação à operação: como se preparam os bombeiros da RAM’, lembrando que “a história dos bombeiros da Madeira é rica” e que orgulha a classe.
Bombeiros, governo, autarcas, entre outras entidades trabalharam para o reconhecimento e crescimento da classe de bombeiros na Região, reconheceu, ao nível do financiamento das corporações para a sua capacitação e operacionalidade.
“Nós temos um caminho longo, como em 2004, em que, fruto de um grupo de trabalho, foi criada uma fonte de financiamento que governo regional e câmaras municipais se agrupavam”, recordou. Em 2019, através do trabalho da federação de bombeiros e ao Governo Regional, foi lançado o desafio para um projeto de valorização dos bombeiros, com a fonte de financiamento então criada que, não sendo suficiente, já garantia melhores condições. “Mas, ficava aquém das necessidades”, referiu Martinho Freitas.
Em 2024, com a nova fonte de financiamento, “aí sim, trouxe uma capacitação financeira e operacional sem paralelo daquilo que é a história dos bombeiros da Região”, salientou.
O responsável quis, aliás, aproveitar a presença de representantes de instituições nacionais, para apontar o exemplo de diálogo entre o governo e as corporações para a dignificação dos bombeiros na Região.
“Tivemos essa capacidade de nos sentarmos e discutirmos as soluções e a solução atual, não sendo ainda a que queremos, a nova fonte de financiamento está assente em profissionais de primeira intervenção”. O pretendido, explicou, “é termos a prontidão da primeira intervenção suportada por bombeiros profissionais 24 horas por dia. No futuro, será esse o limite intermédio que pretendemos atingir”.