Cerca de uma dezena de pessoas manifestou-se hoje para denunciar a falta de habitação social e exigir o cumprimento do direito constitucional a uma casa digna. Paulo Azevedo, que afirma representar 32 famílias em situação de carência, acusa o Estado de incumprimento e admite avançar com uma ação judicial contra as entidades responsáveis.
Segundo o porta-voz, a iniciativa surge devido à “grave carência de habitação” que, sublinha, “não é um problema de agora, mas de décadas”. Para Paulo Azevedo, o abandono da construção de habitação social contribuiu para a atual crise. “Se houvesse mais oferta pública, o mercado não estava como está”, defende.
Paulo Azevedo garante que existem fogos devolutos que poderiam ser atribuídos a famílias em lista de espera. “Num espaço de cinco mil metros quadrados, no bairro da Nazaré, encontrei seis apartamentos vazios”, afirma, questionando a alegada inexistência de casas disponíveis.
Questionado sobre eventual enquadramento partidário da iniciativa, Paulo Azevedo afirma agir “como cidadão”, embora reconheça o apoio do partido Nova Direita. “Não estamos em campanha eleitoral. Estamos aqui para defender direitos”, diz.
Apesar de na concentração estarem presentes cerca de 12 pessoas, o responsável assegura que o número de casos acompanhados é superior, mas muitos optam por não se expor publicamente “por receio de represálias”. Garante ainda que irá tornar públicos dados sobre fogos desocupados construídos com dinheiros públicos.