A Administração Pública Regional registou, no final de janeiro de 2026, um excedente global de 50,8 milhões de euros, abaixo dos 54,7 milhões apurados no mesmo período de 2025.
O resultado positivo contou com contributos de todos os subsetores. O Governo Regional apresentou um saldo excedentário de 33,9 milhões de euros, menos 5,6 milhões do que no ano anterior. Já os Serviços e Fundos Autónomos, incluindo as Entidades Públicas Reclassificadas, totalizaram um excedente de 17,0 milhões de euros, destacando-se a melhoria de 0,9 milhões registada pelas EPR.
A receita efetiva do Governo Regional recuou 12,3%, refletindo sobretudo a quebra das receitas não fiscais e de capital, devido à ausência de uma transferência prevista na Lei das Finanças das Regiões Autónomas. Em sentido contrário, a receita fiscal cresceu 2,5%, impulsionada pelo aumento de 6,8% na cobrança do IVA.
Do lado da despesa, verificou-se uma redução homóloga de 11,5%, essencialmente devido à diminuição das transferências correntes. As despesas com pessoal aumentaram 14,5%, incorporando atualizações salariais, enquanto os encargos com juros diminuíram 7,3%.
O passivo da Administração Pública Regional ascende a 226,8 milhões de euros, mais 33,1 milhões do que há um ano. Ainda assim, os pagamentos em atraso baixaram para 22,4 milhões de euros. Desde 2012, a Região reduziu o passivo em 2.520 milhões de euros e os pagamentos em atraso em 1.115,7 milhões.