Voltar à base”, é uma expressão para evocar um sentimento de uma certa nostalgia e recomeço. É um parar, para recomeçar, muitas vezes um regresso a algo que sabemos que funcionou, outras um voltar à essência mais básica. E na crónica de hoje retomo à base, um regresso a um formato que foi usado, pelas minhas contas, há mais de dez anos. Dez anos de colaboração neste JM-Madeira, e um regresso ao que foi, com passagem pelo que continuará a ser.
Três tristes tigres
A imagem de início de ano é aquela em que mostra os deputados madeirenses, eleitos pelo PSD-M, pelos madeirenses, na Assembleia da República na altura da votação sobre o Subsídio Social de Mobilidade. Três isolados de um grupo que por tem como líder parlamentar alguém que insiste, pelo menos no seu discurso, tratar madeirenses e açorianos como cidadãos de segunda. Mas não podemos esperar muito mais de um partido político que atravessa a sua maior crise existencial, entre continuar a colocar Sá Carneiro às voltas no caixão, ou piscar o olho a um Chega.... Bem, neste caso é a mesma coisa.
Um partido que neste momento governa o país, que foi assolado, recentemente, por uma das maiores intempéries que há memória, que deixou populações isoladas, em que cerca de 850 mil pessoas ficaram sem eletricidade, um mês depois muitas continuavam sem, que deu como resposta aos pedidos de auxílio um, “usem o salário de janeiro”, só mostra o desnorte em que está, um partido social-democrata que de social tem quase nada, e democrata já tem pouco. Mas também como foi a região centro, Lisboa e Porto safaram-se, não há grande problema para quem só se preocupa com este centralismo desenfreado.
E por cá, neste caso lá, os três tristes tigres nem puderam falar.
Genocídios
Genocídio, é a destruição total ou parcial de um grupo humano, quer seja por nacionalidade, etnia, raça, religião ou crença. Genocídio é, provavelmente, o expoente máximo do egoísmo humano, “ou és como eu, ou és destruído”, na definição mais básica do termo. Na história encontramos vários exemplos, o holocausto é o que temos mais presente, mas há outros casos o genocídio aborígine na Austrália no final do séc. XIX, é outro.
Actos que repugnam a consciência de quem a tem, actos que começaram com a indiferença de muitos, actos que deveriam estar erradicados, mas que ainda hoje estão bem presentes, como é o caso de Gaza, Myanmar, Uigures, Arménia, Sudão, e que continuamos a lidar com indiferença.
Altin Gün - Garip
Sexto álbum do conjunto turco sediado em Amesterdão, para mim é como se fosse o primeiro. Este disco serve de homenagem ao músico turco Neset Ertas, com reinterpretação de temas trazendo-os para um universo que mistura que o rock, jazz, folk turco e a música psicadélica, que é a imagem de marca da banda, recheando com uma calma que impressiona.
E é sem sombra de dúvidas, uma surpresa para o início de ano que promete.