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Em 2022 a CMF comprou menos água, poupou mais e vendeu mais

JM-Madeira

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Data de publicação
08 Março 2023
10:56

Este é o resultado do investimento que está a ser feito no combate às fugas.

As grandes obras associadas aos projetos de Controlo e Monitorização de fugas de água e renovação das redes de abastecimento de água que estão a ser realizadas pela autarquia do Funchal, no valor superior a 11 milhões de euros, começam, aos poucos, a dar resultados visíveis, através da diminuição do volume de água comprada à Águas e Resíduos da Madeira (ARM).

O presidente da Câmara Municipal do Funchal revela que as perdas de água no Concelho foram reduzidas em 8%. Em dois anos passaram de 69% para 61%, lembrando que em 2020, o Funchal apresentava a maior percentagem de perdas a nível nacional.

Pedro Calado refere que o investimento que está a ser feito no combate às fugas de água, fez com que a autarquia em 2022, comprasse menos 440 mil metros cúbicos, o equivalente a 176 piscinas olímpicas, levando a uma poupança superior a 1 milhão de euros, no espaço de 1 ano.

O objetivo, aponta o autarca, é que até 2025, as perdas de água no Funchal não ultrapassem os 55%. "É um plano ambicioso, mas estamos a trabalhar para atingir esse objetivo", garante.

Em 2022, o volume de água vendida aumentou 8,8 % relativamente a 2021, tendo em conta a grande retoma económica, o maior número de consumidores, mais turistas, mais gente a consumir água e, por outro lado, deve-se aos investimentos que estão a ser feitos pelo Departamento de Águas da autarquia do Funchal.

Em termos financeiros, a autarquia passou o valor da faturação de 18,6 para 21,5 milhões de euros.

O Presidente da Câmara Municipal do Funchal esclarece que o aumento da faturação em 2022 não se deve à atualização do preço da água dado que o aumento aprovado foi residual (0,52%) em linha com o índice de preços ao consumidor (IPC), sendo um aumento que decorre da lei.

"Poupamos mais água, reduzindo as perdas; compramos menos água à ARM; vendemos mais água ao maior numero de consumidores, unidades comerciais e turismo", esclarece Pedro Calado.

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