O deputado do Juntos Pelo Povo (JPP), Paulo Alves, reafirmou este sábado que uma das soluções para o Hospital Dr. Nélio Mendonça é a sua requalificação para responder ao quadro social de “enormes carências” regionais nesta área, e recusou a anunciada alienação defendida pelo presidente do Governo Regional.
O Grupo Parlamentar do JPP organizou este sábado jornadas parlamentares com seis personalidades da Região das áreas da medicina, enfermagem, políticas sociais e arquitetura, subordinada ao tema: ‘Hospital, que futuro?’
Na ocasião, Paulo Alves enumerou algumas das respostas sociais que afetam a Região: “A Madeira é das regiões do país com uma das mais elevadas taxas de envelhecimento da população, temos entre 230 a 250 pessoas em situação de alta clínica no hospital que não têm para onde ir, existem 1.300 pessoas à espera de vaga para um lar, é urgente aumentar a rede de cuidados continuados, é necessária uma valência para cuidados paliativos e um núcleo para o desenvolvimento da criança, portanto, são muitas as necessidades e por isso o JPP defende a requalificação daquele hospital para resolver todos estes problemas.”
A área onde se encontra implantado o Hospital Dr. Nélio Mendonça ronda os 42 mil metros quadrados e por isso o parlamentar sugere que o Governo Regional aproveite o espaço para criar também uma centralidade para agregar diferentes valências e serviços públicos que se encontram dispersos.
Durante o debate, a presidente da Ordem dos Arquitetos referiu não encontrar “viabilidade” para concretizar outra ideia do Governo Regional de construir alí habitação a custos controlados. Susana Neves revelou, para surpresa da plateia, que a habitação a custos controlados é muito mais cara do que construir habitação de luxo, um agravamento de preços devido às diferentes exigências para cada um dos segmentos.
“Ninguém vai adquirir o hospital para o transformar em habitação a custos controlados, porque os custos são muito maiores, tornando inviável essa teoria do presidente do Governo”, acrescentou Paulo Alves. “O que temos de fazer é olhar para a nossa população, ver as necessidades reais e requalificar aquele espaço para as várias valências aqui referidas”.