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Clube de Ecologia Barbusano realizou saída de campo

Data de publicação
17 Junho 2024
9:55

O Clube de Ecologia Barbusano, da Escola Secundária de Francisco Franco, realizou uma saída de campo, no passado dia 8 de junho, à Rota da Cal e ao Chão da Ribeira.

De acordo com o relato do clube, esta saída teve início com a visita ao Núcleo Museológico da Rota da Cal. “Esta contemplou um itinerário que englobou a visita a duas pedreiras de exploração de calcário, ao forno da cal e um trajeto que liga estes dois locais. Este trilho era percorrido pelos trabalhadores aquando do transporte do calcário, da lenha e da água, necessários para a produção da cal. No museu, foi possível visualizar um vídeo relativo a todo o processo inerente à produção acima referida, desde a extração do calcário, a obtenção da lenha e da água e o seu transporte para o forno, assim como, a cozedura do calcário e a sua transformação em cal”, conta.

Para além do interesse cultural, este Núcleo Museológico tem uma grande importância em termos científicos. Os calcários destas pedreiras têm uma origem biológica, existindo fósseis de animais marinhos como corais, ouriços do mar e moluscos, com mais de cinco milhões de anos. A sua localização atual, entre os 320-475 metros de altitude, é resultado de movimentos tectónicos que elevaram a ilha no passado. Este património cultural e científico de enormíssimo valor está classificado, desde 2005, como Conjunto de Interesse Público Regional. Face à presença de um grande número de plantas invasoras nas imediações deste local, como as tabaqueiras, também existentes no interior do mesmo, assim como, de alguma degradação, ao nível do imóvel, é fundamental que ocorram trabalhos de manutenção para assegurar a salvaguarda deste património cultural e científico únicos.

A visita foi conduzida por Joel Freitas, proprietário do Núcleo Museológico Rota da Cal e pelo professor José Moniz.

A segunda parte da saída de campo contemplou a visita ao Chão da Ribeira. Foi feito um percurso ao longo do leito da Ribeira do Seixal, desde a ponte, próxima da vereda da Cavaca, até à cascata do Poço do Candeeiro. “O percurso é acessível e feito sob uma copa de tis, vinháticos, faias e loureiros, lamentavelmente, as bananilhas ocupam áreas significativas das margens desta ribeira, pondo em causa a vegetação nativa. Foi igualmente feito um percurso nas imediações do parque de merendas do Chão da Ribeira, oportunidade para observar plantas da Laurissilva madeirense e deslumbrar as bonitas cascatas da cabeceira deste vale.”

O Barbusano salienta que o Chão da Ribeira está integrado no Parque Natural da Madeira, com o estatuto de Paisagem Protegida. Assim, a reabilitação dos imóveis existentes e a construção de novas edificações tem de obedecer a regras rigorosas, entre as quais, a preservação do padrão das construções antigas. No exterior destas, só poderão ser utilizadas matérias-primas como o basalto, a madeira e, nos telhados, a telha.

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