No plenário madeirense, decorreu já, nesta terça-feira, o debate da proposta de decreto legislativo regional intitulada ‘Estabelece a carreira especial dos tripulantes de ambulância de transporte não urgente no SESARAM’.
Tânia Feitas (PS) lamentou que apenas esteja previsto "um valor com 100 euros acima da remuneração mínima" e elencou uma proposta socialista que no seu entender seria sim de valorização dos trabalhadores, nas mais diversas vertentes
Ricardo Lume (PCP) insistiu que também neste diploma "as entidades sindicais não foram tidas nem achadas", salientando que "estamos muito mal quando é o governo a não dar o bom exemplo".
"Mais uma proposta que não foi negociada com os sindicatos, mais uma proposta à pressa", repetiu também Paulo Alves (JPP), também outra vez a dizer que os eu partido concorda, mesmo apontando que "os problemas já se arrastam há anos", aludindo que os utentes esperam muito porque existe falta de unidades de transporte.
Bruno Melim (PSD) lamenta que "o discurso da oposição é sempre o mesmo e não acrescenta nada a estes debates". O deputado social democrata disse ainda que os socialistas vivem na ilusão. Mias, "o PSD é o único que valoriza o desempenho dos trabalhadores". Às críticas, lembrou que "não conheço mais nenhum outro país que faça transporte de utentes não urgentes", como sucede na Região.
Pedro Ramos ripostou de forma genérica, referenciando que se tratar de uma série de reconhecimentos "de áreas extremamente importantes", relevando existir uma natural "diferenciação de profissionais" e, consequente, "reconhecimento da capacitação dos nossos profissionais". Disse ainda que os deputados da oposição estavam "equivocados", porque os sindicatos foram ouvidos e, inclusive, partilhou com o plenário um dos pareceres de uma dessas unidades sindicais.
David Spranger