A Associação do Caminho Real da Madeira deu, este sábado, um novo passo na sua vida institucional ao realizar, na Capela de Santo António, na vila da Ponta do Sol, as Assembleias Gerais Eletiva e Ordinária. A reunião contou com a participação dos associados e ficou marcada pela eleição dos novos órgãos sociais, pela aprovação unânime das contas de 2025 e pela definição das prioridades estratégicas para o próximo quadriénio.
Na Assembleia Geral Eletiva foram escolhidos os órgãos sociais para o mandato de 2026 a 2030, num processo que decorreu de forma regular e em conformidade com os estatutos da Associação. A lista apresentada foi aprovada após o respetivo ato eleitoral, destacando-se a entrada de quatro novos associados nos órgãos sociais, um sinal claro de renovação e de reforço da capacidade de intervenção da instituição.
A Direção é da responsabilidade de Miguel Silva Gouveia, que será acompanhado por Sandra Silva, Nicol Menezes, Milton Santos e Aloísio Freitas. Para o Conselho Fiscal foram eleitos José Freitas, que assume a presidência, Rubina Abreu, Rodolfo Silva e Joaquim Rebelo. Já a Mesa da Assembleia Geral ficará a cargo de Isabel Silva, como presidente, integrando ainda António Gouveia, Dário Nóbrega e Igor Santos. A composição dos novos órgãos reflete, segundo a Associação, um equilíbrio entre continuidade e renovação, assegurando experiência acumulada e novas perspetivas para os desafios futuros.
Ainda no mesmo dia, realizou-se a Assembleia Geral Ordinária, na qual os associados apreciaram e aprovaram por unanimidade a Prestação de Contas relativa ao exercício de 2025 e o Plano de Atividades para 2026. As contas apresentaram um resultado positivo, espelhando um ano de atividade regular e a concretização da maioria das iniciativas previstas. O documento mereceu igualmente parecer favorável do Conselho Fiscal, reforçando a solidez financeira e a boa gestão da Associação.
O Plano de Atividades para 2026 reafirma a missão central da Associação do Caminho Real da Madeira na promoção, defesa e valorização dos Caminhos Reais, enquanto património histórico e cultural de elevado valor para a Região. Entre as linhas de atuação previstas estão iniciativas de carácter cultural, pedagógico, científico e recreativo, bem como ações de divulgação patrimonial junto da comunidade e dos visitantes.
Para o próximo quadriénio, a Associação assume como grande objetivo estratégico a sensibilização das entidades competentes e da sociedade civil para a necessidade urgente de recuperação de vários troços dos Caminhos Reais que se encontram encerrados ou em avançado estado de degradação. A reabilitação destas rotas centenárias é considerada essencial não apenas para a preservação do património histórico, mas também para a salvaguarda da memória coletiva associada a estes antigos eixos de ligação da ilha.
Neste contexto, a Associação aguarda com expectativa a decisão do Governo Regional da Madeira relativamente ao pedido de declaração de utilidade pública submetido em outubro do ano passado. Segundo a direção, este reconhecimento poderá constituir um instrumento determinante para a prossecução dos objetivos estatutários, facilitando parcerias, candidaturas e intervenções mais eficazes no terreno.
No final das assembleias, a Associação do Caminho Real da Madeira deixou um agradecimento a todos os sócios que participaram nos trabalhos, sublinhando a importância da sua presença para a vitalidade democrática da instituição. Foi igualmente expressa gratidão à Câmara Municipal da Ponta do Sol pela cedência da Capela de Santo António, espaço que acolheu um momento considerado determinante para o futuro da associação e para a continuidade do trabalho em prol dos Caminhos Reais da Madeira.