O deputado socialista Paulo Cafôfo criticou, esta manhã, a ausência de uma cerimónia oficial no Dia da Autonomia da Madeira, assinalado a 2 de abril, considerando que a situação deve motivar uma reflexão sobre o rumo da autonomia regional.
Na sua intervenção política semanal, na Assembleia Legislativa, o socialista começou por sublinhar aquilo que classificou como “profundamente político”, questionando se a região está a avançar ou a regredir em matérias essenciais. Como exemplo, apontou o subsídio social de mobilidade, referindo que se têm verificado retrocessos.
Na mesma intervenção, marcada pelo regresso dos trabalhos parlamentares após a Páscoa, Paulo Cafôfo defendeu que as prioridades devem estar centradas no aumento do custo de vida.
O deputado destacou que a Madeira regista uma “taxa de inflação superior à do restante Portugal há 30 meses consecutivos”, alertando que “não vale a pena disfarçar isso com triunfalismos macroeconómicos”.
“Os salários continuam mais baixos do que no país”, afirmou, acrescentando que “a vida está demasiado cara para demasiada gente”.
O parlamentar do PS alertou ainda para os indicadores sociais da região, referindo que “um em cada cinco madeirenses” se encontra em risco de pobreza.
“Para que serve a autonomia se não se transforma em dignidade concreta na vida das pessoas?”.