Difícil seria escapar à euforia tão típica do Carnaval. Nesta data, todos podemos deixar-nos de lado e adotar uma personagem, seja com a cara pintada, uma peruca na cabeça e/ou um traje a rigor.
Até nesta ilha, que flutua sobre o Oceano Atlâtico, a folia atracou. Isto por volta do século XVI, época em que se deu a expansão da cana-de-açúcar no Brasil. De acordo com o VisitMadeira, na altura era vivida uma fusão de tradições europeias, africanas e pagãs. “As festas, ao longo dos mais de 500 anos que nos separam dessa data, evoluíram e tornaram-se bem mais arrojadas”, lê-se no site.
Relatos arquivados e preservados avançam, ainda, que já na primeira metade do século XX, homens mascarados concentravam-se na Rua da Carreira, no centro do Funchal, onde era feita uma batalha de ovos, farinha, água, serpentinas e confetes.
Quanto foi posto fim a esta brincadeira, na década de 40, mantiveram-se as máscaras e marchas pelas ruas. Em 1970, já a referida artéria dava palco a um desfile, para o qual as pessoas criavam os seus disfarces, pintavam a cara e usavam máscaras, tal como ainda acontece.