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Albuquerque não espera consensos no debate do Orçamento, mas que oposição saiba ler o documento

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
14 Dezembro 2025
14:55

O presidente do Governo Regional afirmou este domingo, à margem do almoço de Natal com idosos do concelho da Calheta, organizado pela Câmara Municipal, que o Orçamento Regional reflete uma estratégia política clara de crescimento económico, equilíbrio financeiro e devolução de rendimento às famílias e às empresas, sublinhando que não procura consensos artificiais na Assembleia Legislativa.

Em declarações aos jornalistas sobre o Orçamento para 2026, cuja proposta começa a ser discutida amanhã, 15 de dezembro, na Assembleia Legislativa da Madeira, e sobre a possibilidade de aprovação apenas com os votos da maioria, Miguel Albuquerque foi perentório: “Eu sou um democrata. Numa democracia pluralista nós não temos de ter consensos, temos é de ter a capacidade de apresentar um orçamento que é o reflexo de uma política”. Segundo o governante, essa política foi sufragada nas eleições e traduz “o caminho que o meu partido e a coligação entendem ser o melhor para a Região”.

O presidente do Governo Regional destacou como eixos centrais do documento orçamental a atração de investimento, a criação de emprego e a disciplina financeira. “Temos o desemprego mais baixo dos últimos 22 anos e uma política de equilíbrio financeiro”, salientou, acrescentando que a dívida pública regional, em percentagem do PIB, “é muito mais baixa do que a nacional e do que a da União Europeia”.

Miguel Albuquerque realçou ainda a dimensão fiscal do Orçamento, que prevê uma redução de 222 milhões de euros. “Uma das formas de aumentarmos o rendimento das pessoas é devolver dinheiro por via fiscal, ou seja, dinheiro que o Estado não arrecada e que fica nas famílias e nas empresas”, explicou. Nesse âmbito, sublinhou o diferencial de 30% no IRS até ao nono escalão, afirmando que “em alguns escalões, as pessoas vão receber quase mais um ordenado por ano”.

Sobre o sentido de voto que o JPP terá na votação, da oposição, Albuquerque afirmou esperar uma análise mais rigorosa ao documento. “Gostaria que lessem melhor o orçamento, porque ainda não sabem o que ele é”, disse, rejeitando críticas sobre alegados cortes no investimento na saúde. “Isso não é verdade”, concluiu.

Já sobre o convívio com os idosos, e sobre a mensagem que iria deixar aos 1.200 participantes no almoço de Natal da autarquia, Miguel Albuquerque destacou o atual contexto económico da Região. “Quero deixar uma mensagem de otimismo, porque a Madeira, neste momento, está a atravessar uma boa fase, uma fase de crescimento económico, de confiança, de investimento e de empregabilidade”, afirmou, defendendo que este é “o caminho que temos de seguir”, assente em mais investimento, mais trabalho e maior valor acrescentado.

Confrontado com os efeitos do recente temporal, o chefe do executivo regional desvalorizou leituras alarmistas. “Não vale a pena estarmos com histerias. Antigamente havia uma coisa chamada inverno”, declarou, reconhecendo apenas “alguns prejuízos” em infraestruturas e na agricultura, bem como constrangimentos causados pelo cancelamento de voos. “O mais importante é dizer que a situação não trouxe qualquer consequência do ponto de vista humano, perdas de vidas ou feridas graves”, frisou.

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