Nas jornadas parlamentares do JPP, que vão decorrendo ao longo da manhã de hoje no espaço IDEIA, anexo à Assembleia Regional, dada a multiplicidade de cores partidárias representadas, no painel e na plateia, haveria algum decoro para não ferir suscetibilidades e optar por respeitar algum ‘protocolo’, mas era impossível não acontecerem incursões pela política.
Assim, a dada altura da sua intervenção, Miguel de Sousa considerou que “se há coisa que Portugal nunca vai ser, é um Estado Social, porque não tem forma de corresponder às expetativas que a população possa ter, em matéria de ajuda social. Até hoje ainda não aconteceu”.
Ora, senão aconteceu, o provável é que não venha a acontecer, pelos menos nas próximas décadas, porque, considera, “esquerda, esquerda já acabou, portanto agora a esquerda é o Partido Socialista, que se calhar qualquer dia acaba, e ficamos nós, ficamos nós [fazendo um gesto com o braço que pareceu abarcar o JPP] e mais uns desvairados que anda aí, a dizer muita cosa”, motivando sorrisos entre o trio mais à frente na plateia - Filipe Sousa, Élvio Sousa e Élia Ascensão - que lota aquele espaço.