Comissões, esquemas e outras ideias soltas

Trabalhamos numa sociedade em que quem chega a rico leva comissão por tudo e oferece-as também a torto e a direito.

O exemplo típico é do vendedor de casas, que oferece comissão a quem arranja o comprador e comissão para quem arranja o vendedor, fora todas as outras comissões que são pagas por fora; o único ordenado que têm são as comissões.

Mas estou desconfiado que em todos os outros ramos, mesmo na política existem comissões, as malas de dinheiro que o Cafôfo falava, mas só que desta vez não declaradas.

O arquiteto recebe comissão do empreiteiro, e dá comissão a quem lhe arranja o trabalho.

As avenças do advogado e Deus me perdoe, mas as que vêm do Governo tresandam a comissões pagas aos intermediários.

Os restaurantes pagam comissão aos taxistas e aos guias turísticos.

A mãe dá uma comissão ao filho do que recebe do ordenado e por aí além.

Mas falemos de coisas bem melhores, atualmente os trabalhadores passaram a colaboradores, um termo porreiro para anunciar um gajo sem direitos.

A classe média suporta o país com o IRS, sendo que o IRC representa uma insignificância, as empresas estão mais safas do que uma pessoa comum.

A segurança social é sustentada por todos os trabalhadores, e aqui na região parece que as contas saíram tortas, mas há muito que já se sabia que muitos apoios não têm critério, andam a par e passo do sentido de voto e das eleições, a chamada comissão pelo voto.

Em termos de redistribuição da riqueza somos o país mais injusto ou dos mais injustos da Europa, li esta informação no Público há uns valentes anos, pode ser que tenha mudado.

O Miguel Albuquerque inaugura tudo e um par de botas.

E o Cafôfo parece o primeiro-ministro.

Voltemos às comissões, elas existem na construção civil à fartazana, para ficarem com as grandes obras.

Logicamente que o que digo aqui é testemunho de ouvir dizer, não vi nem nunca me chegou à mão uma comissão apenas por ter um contacto ou referenciar alguém.

Ainda uma palavra quanto ao 1.º de maio, fico triste que um partido da envergadura do partido socialista madeirense, não tenha participado no 1.º de maio, mais uma vez foi o que ouvi dizer, que faltaram ao dia do trabalhador.

Sindicatos precisam-se e têm de estar cada mais unificados.

Quanto ao resto do que se passa no mundo, não sei se a Ucrânia é Nazi, mas nada justifica a invasão russa, como aconteceu com tantos outros países, defendeu-se a não invasão, e esses controlados por líderes religiosos e fruto de fanatismos extremos.

Não podemos ter uma opinião para um país e para a Ucrânia diferente.

Percebo que haja conflito, e que a existir fossem nas repúblicas que querem ser independentistas, mas o que tenho visto é a Rússia a destruir um país, sem sinceramente perceber bem porquê.

Quanto à Nato tem direito à vida e a União Europeia muito mais, a ONU é que não sei bem para quê que serve.