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Artigo de Opinião

Nutricionista

16/01/2023 07:30

Inaugura-se também a época das comparações. Por mais que digamos que os objetivos são nossos, na maioria das vezes, agimos por comparação num "Quero ser bem-sucedido como…" ou "Quero ter o corpo como…". Não quero com isto dizer que as experiências de vida saudável ou dedicação ou profissionalismo dos outros não deverão ter impacto nas nossas vidas. Mas devem ser isso mesmo, exemplos de força e nunca comparações com nós mesmos. Primeiro que tudo, temos de nos descobrir, pensar em quem realmente somos e gostarmos de nós por dentro e por fora para que a verdadeira mudança aconteça, caso contrário, mesmo que exista essa mudança nunca será realmente satisfatória. E, em nutrição é o que mais acontece! Há muitas pessoas que atingem resultados fantásticos para a sua saúde e peso, mas nunca é suficiente! E aí no porquê surge a comparação: "Eu não tenho a barriga lisa de X amiga"; "Quero ter o corpo como antes da menopausa"; "O meu amigo/namorado diz que tenho de perder mais uns Kg…"; "No instagram ainda me mandam perder peso…" entre outros exemplos. A aceitação de quem somos e da fase de vida em que estamos, proporciona-nos a maior tranquilidade para vivermos com determinação, com realismo e sermos felizes. Penso eu, sou apenas um ser humano como os outros e não quero de todo ultrapassar ninguém da área da psicologia, mas nestes últimos dias, é este o tema sobre o qual tenho refletido.

Acho que o que despoletou este meu artigo, foram mesmo as redes sociais, que, mais uma vez, conseguem estar no seu melhor e pior. São as publicações de imagens corporais feitas e irrealistas, os programas de "Perca 10Kg em 20 dias" que não funcionam porque somos todos diferentes e os maus comentários a fotografias de famosos, com corpos menos perfeitos à vista do que é aceite socialmente. Caramba, principalmente, neste último caso, porque não são capazes de elogiar em vez de só deitar abaixo. Existem pessoas, com a mente tão minúscula, que não conseguem perceber o impacto das palavras e o pior ainda, é que não olham para si próprias. Se querem ajudar elogiem e não inflijam uma ofensa como "Estás tão gorda…". Se acham que a vossa amiga/amigo precisa de ajuda digam-no numa conversa com carinho. A partir daí a responsabilidade, em termos de saúde, está nas mãos de cada um! Mas ofender não é, com certeza, a solução!

O primeiro passo para a mudança está mesmo na autoaceitação, na construção da nossa confiança e autoestima. E este processo é muito complexo e exige muitas vezes a ajuda da psicologia. A nossa história e vivências do presente, por vezes, precisam de uma nova interpretação e visão para que possamos ultrapassar os obstáculos e vivermos confiantes. O nutricionista dá, muitas vezes, o incentivo, a mão amiga e instrumentos para uma vida mais saudável. O psicólogo ajudar-vos-á a trabalhar profundamente, a abraçarem quem são, a compreenderem a vossa história, e a terem ainda mais confiança, para conseguirem viver o vosso processo autonomamente e sem comparações com este ou aquele.

O importante é ganhar a confiança para sermos baixinhos ou altos e sermos felizes! O essencial é o foco na nossa diferença e naquilo que fazemos bem, porque não temos de ser iguais a ninguém para sermos bem-sucedidos!

Ser quem se é, é um processo! É difícil e exige muita determinação para que vivamos sem máscaras, queixas e sem o pessimismo da baixa autoestima que no fundo afasta as outras pessoas!

Ser quem se é, é chegar e dizer: "2023 estou aqui, sou único, diferente e vou concretizar os meus objetivos, à minha maneira!"

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