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Artigo de Opinião

Economista

4/06/2024 08:00

Tratando-se este arrepiante tema um, dos das notícias da noite e para um país dito desenvolvido – Portugal, penso que não faz qualquer sentido que, esta notícia a ser verdadeira, crianças com fome deve ser imediatamente irradiada. Por quem? Para já pelos próprios pais. Se, entretanto, por motivos gravíssimos estiverem impedidos de lhes dar de comer, então devem entrar imediatamente em acção os Serviços próprios da Segurança Social - Plano B. Caso isso não venha a ser possível, deve de imediato, a entidade local fazer funcionar o Plano C, mas nunca, nunca, nunca deixá-las à fome.

Desculpem a minha sinceridade, mas se as Crónicas de Opinião servem para alguma coisa, então esta, apela para que, quem tem o poder de Decisão e acção sobre este assunto, que procure de imediato dar de comer às crianças que estão com fome. Peço desculpa aos habituais leitores dos meus Artigos de Opinião por utilizar uma linguagem pouco usual, mas porque decidi escreve sobre... “crianças com fome”... só penso utilizar um português que todos percebam.

Naturalmente sabemos que se trata de um tema com outras ramificações como por exemplo a droga; os divórcios; a violência doméstica; o álcool e outros que seriamente contribuem para o sofrimento das crianças e neste concreto - a fome. Persiste em certos sectores da nossa sociedade a total indiferença quanto a este fenómeno que se esconde com vergonha de ser reconhecido: “É preciso desafiar os limites da teimosia humana”... para que se ponha termo a situações como esta e que ao fim ao cabo envergonha a todos.

Noutro domínio e neste concreto, a JUSTIÇA, não directamente responsável por esta tragédia, a verdade é que e no quadro que lhe diz respeito – e sempre que estiver que julgar algum caso que contenha este cenário, deve accionar os mecanismos próprios sobre os pais das crianças que passam fome, em vez de optar pela punição. No plano das instituições vocacionadas para ajudar as referidas crianças, fazê-las cumprir imediatamente com as suas obrigações. Evidentemente que dirão alguns juízes: mas a JUSTIÇA julga, não aconselha.

Muito bem. Mas haverá algum mal se os organismos vocacionados para o efeito forem...” aconselhados judicialmente, todavia com sabor a obrigação”... a cumprirem a Decisão de acolherem todas as crianças que estejam a passar fome ? haverá nisto alguma infracção às normas instituídas na justiça? Não sei. o que sei e repito: a ser verdade, há crianças com fome. Se nada se fazer para pôr fim a esta vergonha talvez seja crime. Estou convicto que a responsável, pela recolha de alimentos que há bem poucos dias aconteceu nas grandes superfícies e que segundo as notícias, ultrapassou as previsões e atenta a esta situação, vai de certeza desenvolver todos os esforços para identificar todos os casos e fazer chegar comida aos locais onde se esteja a verificar fome estrutural.

Sobre esta matéria temos perfeita noção que as acções que tenham por fim: corrigir; chegar às crianças os bens que necessitam; tirá-los dos ambientes em que por vezes se encontram “encurralados”; conhecer de facto todas as situações com as características que aqui estamos a evidenciar, é tarefa nada fácil. Todavia e dada a estrutura democrática que disfrutamos, acrescido de uma carga fiscal elevadíssima que estamos a suportar, não há motivo, mas mesmo nenhum motivo, para que este fenómeno não tenha imediata solução. Sabemos também e apesar deste escrito que nunca qualquer que seja o regime de governação vigente, se chegará à perfeição – situação por vezes criticada pelos teóricos e situacionistas que aparecem a escreve sobre esta matéria. Sim sabemos disso, mas não quer dizer que e por essa razão, que não se possa incentivar quem de direito a desenvolver todos os esforços no sentido de pelo menos minimizar o sofrimento instalado.

Não podemos ignorar que, para estes fins, diga-se, muito específicos, deverão os agentes intervenientes disfrutar de uma FORMAÇÃO muito especial porque como sabemos deverão enfrentar situações de certo modo adversas. A preparação dos operadores é deveras fundamental. Toda esta envolvência de certo modo complexa obriga a uma estrutura muito bem montada para poder operar em ambientes difíceis e cujo sucesso depende e como não podia deixar de ser, da fortíssima habilidade dos agentes indigitados para o efeito.

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