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Artigo de Opinião

Economista

1/08/2023 06:00

Ora, neste contexto, já praticamente a maioria ouviu falar do obscurantismo e cujo sentimento de frustração ainda entristece mais, sempre que o povo é enganado. Então a chamada arte de governar na pessoa do atual 1º ministro acaba por ter o mesmo sentido do maestro que conduz a orquestra, gesticulando para que os músicos (no caso, os ministros trabalhando cegamente e com obediência à cadência do seu chefe). Até aqui toda a gente percebe. Todavia a "música" (no caso da política, o discurso) do actual 1º ministro é tão perfeito que até faz lembrar J. Sebastião Bach - conhecido pelo pai da música e que a igreja católica, como sabemos disfruta dos dois cantos - o gregoriano e polifonia.

Ora a habilidade do discurso do 1º ministro é tão perfeita tal como Bach, que até consegue maioria na Assembleia. Traduzindo, queremos dizer que a arte deste 1º ministro de disfarçar é tão agradável (e que até soa muito bem) que nos leva a comparar com o Sr Bach. Com esta similitude e porque não há volta que se lhe dê, nestas democracias a que os políticos já nos habituaram, qualquer um, vai parar a ministro ou por que tem um curriculum brilhante ou porque é da confiança política do chefe. No entanto parece que está faltando qualquer coisa de muito importante e que diz respeito à dignidade de ser ou não pessoa séria, até porque, nos últimos tempos temos vindo a assistir a muitas perturbações no referido governo. Que um processo político, numa democracia tem jogos próprios do poder, - isso sabemos, mas ir tão longe como está a acontecer com este 1º ministro, não. Já passei pela política mas como não tinha aprendido a lição, não disfrutei da tal arte de poder, para continuar.

Desisti e muitos que andam na política deviam reconhecer e virem embora. Na vida política, sobretudo na governação, tomam-se decisões de milhões e se os mesmos fossem produtivos, vai que não vai, mas infelizmente uma boa fatia, vai parar à chamada economia subterrânea uma vez que saem da circulação da massa monetária e isto é de uma delicadeza muito séria. Será que algum dia ainda possamos contar com um governo que quando confrontado com alguma embrulhada por via do funcionamento normal da economia e que não haja suspeita que recaia sobre o ministro A, B ou C? Pensamos que sim e com a evolução tecnológica em alta com particular relevo para a I. A. que ao ser auscultada, possa contribuir para esse fim.

Nesta coisa da arte de governar e cujo som para o auditório que é o povo e comparando com a música do Sr. Bach de elevadíssima qualidade, está faltando - não enganar o povo. Já chega. Portugal, com este 1º ministro cujo discurso é descaradamente o de iludir; desviar as atenções; responder sim ao deve responder não e um nunca mais acabar, está caminhando para a pobreza.

A arte de governar deve manter, para além da liberdade rítmica os elementos essenciais e formais do encanto como sejam: ordem; harmonia e proporção das partes com o todo, deve ser séria, porque fazer obra de arte com tão pouco pertence aos génios e como sabemos na política não há génios.

Talvez, muito brevemente, alguém se lembre de que para o exercício da política, cuja profissão terá de se aprender, deva passar por uma consulta à I. A. uma espécie de escola tal como os músicos, cuja atividade passou por uma aprendizagem. Todavia devem os mais céticos pensar que, na história da humanidade, os tempos estão a mudar a uma velocidade sem precedentes e por isso aprender o B; Á; BÁ da política, naturalmente que dará mais consistência aos futuros governantes por via de uma carreira até atingirem o posto de 1º ministro.

Neste contexto alguém sobretudo os mais situacionistas dirão que esta intenção não passa de uma metáfora. Talvez tenham razão e por isso acrescentamos que este país necessita de muitas metáforas para que algum dia seja mais sério; honesto; transparente e que os políticos não explorem tanto o seu povo como está a acontecer com o actual governo com particular destaque para este 1º ministro cuja orquestra tocando para o seu povo muito bem afinada vai dando cabo da nossa economia. Estou certo que um dia os nossos netos viverão com governantes devidamente preparados.

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