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Artigo de Opinião

7/03/2026 08:00

A obesidade é uma doença multifactorial que coloca desafios diários a doentes, a profissionais de saúde e aos decisores políticos. Os números são assustadores, estimando-se que até 2035, metade da população mundial, cerca de 4 mil milhões de pessoas, terá excesso de peso ou obesidade. Os hábitos alimentares inadequados são o fator de risco que mais contribui para o total de anos de vida saudáveis perdidos pela população portuguesa, e é um determinante importante da doença crónica, representando mais de 86% da carga da doença no nosso sistema de saúde.

Pese embora, as melhorias nos números da prevalência do excesso de peso e da obesidade ao longo da última década, Portugal não deixa de ser no quadro europeu um dos países com maior prevalência de excesso de peso infantil, pelo que a aposta na literacia em saúde e no desenvolvimento de políticas públicas que estimulem e possibilitem estilos de vida saudáveis, afiguram-se fundamentais para que se concretizem, sob o ponto de vista da saúde, melhorias significativas na qualidade de vida e bem-estar das nossas populações. Nesse sentido, o PSD submeteu para apreciação na ALRAM uma proposta de decreto legislativo regional, que visa garantir que as máquinas de venda automática de alimentos, disseminadas um pouco por todo o lado, passem a disponibilizar metade da sua carga com alimentos saudáveis. Não se trata de uma proibição, mas sim de garantir o acesso a alimentos saudáveis, democratizando o acesso e contribuindo para a existência de ambientes promotores de escolhas alimentares mais saudáveis e equilibradas.

Verde: Jovens 1 – Chega 0

Esta semana realizou-se a Sessão Regional do Parlamento dos Jovens, uma iniciativa da Assembleia da República que promove a participação cívica e política dos mais novos. Ali, os jovens debatem, apresentam e votam propostas sobre as realidades das suas comunidades, num exercício vivo de democracia. Foi precisamente nesse ambiente de respeito e liberdade que o deputado do Chega na Assembleia da República decidiu mostrar a forma rude, grosseira e populista, com que está na política. Só que naquele dia encontrou quem lhe fizesse frente. Com maturidade e firmeza, os jovens utilizaram os instrumentos democráticos ao seu alcance e aprovaram, por unanimidade, um voto de protesto à actuação do referido deputado. A mensagem foi clara, na casa da democracia há limites e na política não vale tudo.

Amarelo: Levada para político tentar brilhar

A discussão em torno do acesso aos trilhos pedestres da nossa Madeira tem sido terreno fértil para a demagogia barata a que os partidos da oposição nos têm habituado. À medida que o Governo Regional toma medidas assertivas e concretas para ir ao encontro da sustentabilidade do destino e gestão de carga nos percursos, há vozes que insistem em tentar dividir para reinar, seja na tentativa de fazer passar a mensagem de que os madeirenses não têm liberdade de circular nas nossas serras, seja a tentar passar a ideia de que os emigrantes foram desconsiderados. Certo é que nunca esteve em cima da mesa, os madeirenses pagarem para aceder aos trilhos, mas independentemente do local de residência, de ser madeirense ou estrangeiro, todos têm peso, todos ocupam espaço e todos contam para a capacidade de carga de um percurso.

Vermelho: O desnorte a Norte

Se São Vicente surpreendeu na noite das eleições autárquicas, na quinta-feira voltou a deixar o povo pasmado. Na habitual reunião semanal, uma proposta levada pelo executivo do Chega, conseguiu ser chumbada com os votos contra dos vereadores do PSD e sorria, um vereador do Chega. Quando nem os “nossos” conseguimos convencer, não fica fácil governar.

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