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Artigo de Opinião

6/01/2026 08:00

O ano de 2025 foi um ano bom para a Madeira e para a generalidade dos Madeirenses. Voltámos a ter estabilidade política e também fruto disso mais um ano de crescimento e de desenvolvimento económico, não obstante o contexto internacional de grande incerteza.

Espera-se, pois, que o ano que agora começa seja pelo menos tão bom quanto aquele que agora termina, sinónimo de mais qualidade de vida para todos quantos aqui vivem.

Em 2026 comemoraremos os 50 anos da Autonomia, um marco histórico extremamente relevante, já que sem essa conquista de 1976 seríamos, enquanto comunidade, muito menos do que somos hoje.

Mas apesar do que já almejámos – que já foi muito, convém lembrar, sobretudo aos mais distraídos – não podemos abrandar ou amolecer, já que se temos o que temos deve-se ao inconformismo de querer alcançar sempre mais para a Madeira.

Culminando com os 50 anos da Autonomia esperemos ver aprovada uma Lei de Finanças das Regiões Autónomas renovada, que elimine as inconsistências atuais, assegure a imprescindível equidade entre as duas Regiões Autónomas, garanta os mecanismos legais para prosseguirmos na senda do desenvolvimento e do progresso económico e social e, acima de tudo, assegure que podemos trilhar o nosso caminho sem ter de prestar vassalagem aos centralistas do Terreiro do Paço.

Será também o ano em que será apresentado o já anunciado projeto de revisão constitucional, que esperemos tenha acolhimento no Parlamento nacional e que reforce a nossa autonomia para decidirmos por nós próprios o nosso destino comum.

(Penosas) Presidenciais

O ano de 2026 será também o ano em que teremos um novo Presidente da República.

Depois de um Presidente simpático para o país, mas que pouco (ou nada) ajudou a desbloquear as justas reivindicações da Madeira, esperemos que o próximo inquilino do Palácio de Belém tenha mais sensibilidade para com as questões Autonómicas.

Por agora, os candidatos digladiam-se num espetáculo que em nada abona a favor da própria Democracia – nem dos próprios, já agora. Só nos resta desejar que a campanha eleitoral acabe rapidamente.

Sistemas informáticos que nos atrasam a vida

Vivemos numa era em que tudo depende dos sistemas informáticos. Não havendo retrocesso neste caminho, só resta uma solução: planear as evoluções tecnológicas com cautela.

Depois das falhas do novo sistema de controlo de passageiros de fora do Espaço Schengen, em dezembro foi a vez do caos se instalar no porto de Leixões, devido à falha no arranque do novo Sistema Integrado dos Meios de Transporte e Mercadorias.

Solução? Nos aeroportos suspendeu-se o sistema por três meses e em Leixões foi ativado um plano para processar os despachos manualmente para escoar a carga acumulada.

O estranho neste caso é que em ambas as situações o problema não é apenas nacional – que ninguém estranharia, dada a nossa crónica incapacidade para o planeamento –, mas europeu, com passageiros nos aeroportos de França, Países Baixos e Espanha a enfrentarem horas de espera e com portos como Roterdão, Antuérpia e Hamburgo a terem de lidar com problemas similares aos de Leixões.

O que nos safa é que somos campeões no desenrascanço. Não fora isso, e ainda teriam faltado iguarias nas nossas fartas mesas de Natal.

Venezuela

O governo de Maduro caiu, e ainda bem, embora de uma forma no mínimo controversa. O que se seguirá ninguém sabe ao certo, mas esperemos que seja restabelecida uma verdadeira democracia e que tudo corra bem para os milhares de madeirenses e luso-descendentes a viver na Venezuela.

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