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Artigo de Opinião

Presidente da SEDES Madeira

11/01/2024 08:00

O ano de 2024 será um dos mais relevantes marcos e testes ao valor e princípios da Democracia com 64 eleições em todo o mundo incluindo Portugal.

A existência do atual modelo democrático, globalmente aceite e validado, sofre neste momento um enorme desafio: o de ser valorizado.

Valorizar um regime democrático exige o aumento da participação cívica, exige o aumento da participação eleitoral.

Sem um aumento expressivo da participação eleitoral nada mais estará o mundo e Portugal a aumentar o crescimento do autoritarismo, da desigualdade de direitos, da desinformação e da falência da plena liberdade de direitos que gerações passadas nos entregaram como a sua conquista mais preciosa.

Liberdade, Igualdade, Pluralidade - valores e princípios de enorme valor.

Em média, desde 2011, que em Portugal mais de 40% da população não vota. Nas últimas duas eleições legislativas esta média é superior a 50%.

Em 2022, 5 256 840 portugueses não votaram.

Mais do que um direito, o voto é um dever. É um dever perante os nossos ascendentes que nos entregaram a chave da democracia e liberdade. É um dever perante a construção de um futuro em igualdade de direitos e oportunidades para os nossos filhos.

Votar é escolher por si o Futuro. Não votar é deixar que outros escolham o Futuro.

Como em qualquer uma das decisões que tomamos diariamente na nossa vida pessoal, votar deve ser feito com informação, com literacia, com debate saudável com os nossos melhores confidentes, também em debate aberto com quem definimos para as nossas vidas como mentores e decisores de relevância. Com plena aceitação e respeito pela pluralidade e diferença de opiniões.

Decidir entre A e B ou entre A, B, C, X ou Z exige o mesmo esforço, dedicação e disciplina com que nos empenhamos nos nossos projetos profissionais, desportivos e académicos.

É esforço, é dever, é disciplina. Não é intuição, não é ‘’ao calhas’’, não é um ‘’tanto faz’’, não é um origami de ‘’quantos queres’’.

A SEDES é uma das mais antigas associações cívicas portuguesas. Constituída em 1970, os seus 146 fundadores, de diferentes formações académicas, estratos sociais, atividades profissionais e opções políticas, uniram-se em torno da vontade de mudança urgente que o país precisava: Democracia.

Em 1975 apenas 8,5% da população portuguesa não votou.

Hoje a SEDES permanece com os mesmos princípios e materializa diariamente o contributo voluntário de diferentes visões académicas, políticas e ideológicas.

Promove a literacia, o debate e o pluralismo com ambição, sem estigmas, quebrando barreiras visíveis e invisíveis à desigualdade, criando e cocriando novos patamares de evolução e pensamento.

A recuperação da confiança dos eleitores levando-os ao exercício do seu direito de voto é urgente e um caminho de responsabilidade tripartida: cidadão, partidos políticos e instituições governativas.

Mais do que um direito, o voto informado é um dever cívico.

Delegamos a escolha de uma nova casa, médico ou escola para os nossos filhos a um grupo de pessoas que não conhecemos? A resposta é não. Não delegamos.

Votar é a base de escolha para que todas estas decisões pessoais também tenham a sua visão de Futuro.

Que todos façamos a nossa parte deste contributo em liberdade democrática e missão cívica.

A pessoa é a medida e o fim de toda a atividade humana. E a política tem de estar ao serviço da sua inteira realização. Essa é a nova regra, o novo início, a nova meta. Francisco Sá Carneiro, 1974, um dos 146 fundadores da SEDES.

OPINIÃO EM DESTAQUE
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