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Ucrânia: Câmara de Lisboa associa-se a "apagão solidário global"

JM-Madeira

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Data de publicação
21 Dezembro 2022
18:07

A Câmara de Lisboa vai associar-se hoje ao final da tarde ao "apagão solidário global com a Ucrânia" e desligar a iluminação da Praça do Município e do Marquês de Pombal, anunciou a autarquia.

Numa mensagem divulgada na rede social Twitter, o município indica que será ainda desligada a iluminação do Castelo de São Jorge e do Padrão dos Descobrimentos, bem como da árvore de Natal do Terreiro do Paço.

A campanha de solidariedade foi lançada pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e intitula-se "#LightUpUkraine", apelando ao desligar das luzes em apoio ao povo ucraniano afetado por apagões causados por ataques russos contra as infraestruturas de energia.

Na terça-feira, a Câmara do Porto também anunciou que se vai associar à campanha, desligando as luzes dos Paços do Concelho e da árvore de Natal.

Em plena época natalícia, espera-se que monumentos de todo o mundo, como o Rockefeller Center, em Nova Iorque, a Trafalgar Square, em Londres, ou a Câmara Municipal de Paris se juntem à iniciativa, segundo um comunicado divulgado pelo Governo ucraniano citado pela agência Efe.

A campanha também pretende arrecadar pelo menos dez milhões de dólares (cerca de 9,4 milhões de euros) para financiar a compra de mil geradores elétricos, para permitir o funcionamento dos hospitais ucranianos.

Na segunda-feira, num apelo à solidariedade, Zelensky sublinhou que quando os apagões mergulham as pessoas na escuridão durante horas, isso significa que o inimigo não quer apenas tirar a luz, mas "tudo o que faz parte da vida" dos cidadãos.

"É assim que vivemos agora na Ucrânia, defendendo-nos de um inimigo que veio para nos destruir", salientou.

Nesse dia, a cidade de Kiev e dez regiões da Ucrânia foram afetadas por cortes no fornecimento de eletricidade, após nova vaga de ataques com 'drones' pelas forças russas, adiantou o operador ucraniano Ukrenergo.

Nos últimos meses, Moscovo tem atacado infraestruturas de energia, deixando milhões de ucranianos sem fornecimento elétrico, uma situação que causa maiores preocupações com o inverno.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou pelo menos 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões de refugiados para países europeus, pelo que as Nações Unidas classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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