MADEIRA Meteorologia

Supremo negou ‘habeas corpus’ a ex-GNR condenado por agressões a imigrantes

Data de publicação
04 Março 2026
18:44

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) indeferiu hoje o pedido de ‘habeas corpus’ apresentado por um militar da Guarda Nacional Republicana (GNR) condenado em 2024 por agressões contra imigrantes em Odemira, em 2019.

“O STJ considerou que o requerente se encontra preso em cumprimento de pena devidamente fixada, determinada por entidade competente, motivada por factos que a lei pune com pena de prisão, e sem que o tempo de prisão tenha sido excedido. Não existe, assim, qualquer fundamento que determine a sua libertação”, explicou o STJ numa nota de imprensa sobre a decisão tomada hoje.

Em janeiro de 2024, o tribunal de Beja fixou em oito anos e sete meses de prisão efetiva o cúmulo jurídico do ex-militar da GNR João Lopes, condenado em dois processos judiciais por crimes contra imigrantes.

Na decisão do cúmulo jurídico o juiz determinou ainda que João Lopes poderia beneficiar de um perdão de um ano se procedesse ao pagamento das indemnizações às vítimas no prazo de 90 dias.

O arguido foi julgado, juntamente com outros seis militares da GNR, num processo que envolveu quatro casos de sequestro e agressão de imigrantes por militares da Guarda, então colocados no Posto Territorial de Vila Nova de Milfontes, em Odemira, ocorridos entre setembro de 2018 e março de 2019.

João Lopes já tinha sido condenado a uma pena suspensa, em julho de 2020, num outro processo judicial, envolvendo igualmente crimes contra trabalhadores imigrantes da região do Indostão.

OPINIÃO EM DESTAQUE

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

Como os vários encerramentos de agências bancárias na Madeira o têm afetado?

Enviar Resultados

Mais Lidas

Últimas