O empresário Horácio Pereira decidiu trocar as zonas altas da Calheta pelas zonas baixas da Ponta do Sol para concretizar um novo investimento na área da restauração. A mudança surge na sequência do crescimento do seu anterior negócio e da necessidade de responder à crescente procura por eventos e espaços de maior dimensão.
Em declarações na apresentação do novo espaço, o empresário explicou que começou “pequenino” e foi crescendo gradualmente, acompanhando o aumento da procura. “As pessoas queriam a minha presença em eventos e ocasiões especiais, mas já não tinha espaço suficiente”, referiu.
O convite para investir no novo local acabou por ser determinante. “Vi este espaço e fiquei encantado. É uma grande aposta e acredito que vai ser um sucesso”, afirmou, sublinhando que o anterior restaurante era consideravelmente mais pequeno.
O crescimento do projeto implicou também um reforço significativo ao nível dos recursos humanos. Atualmente, o novo espaço conta com cerca de 20 trabalhadores, número que deverá aumentar para 25, dependendo da época do ano. “Quanto mais se cresce, mais é preciso investir e reforçar a equipa, mas isso não é motivo para baixar os braços”, garantiu.
Com capacidade para receber mais de 200 pessoas, o novo restaurante pretende responder à forte procura para a realização de eventos, uma lacuna que o espaço anterior já não conseguia colmatar. “Estava a tornar-se cada vez mais pequeno e percebi que tinha de dar um passo em frente”, explicou.
Horácio Pereira recordou ainda o seu percurso enquanto emigrante na Venezuela, país onde também desenvolveu atividade empresarial. Está na Madeira há 25 anos e sublinha que o seu trajeto foi feito “com altos e baixos”, incluindo o período da pandemia de covid-19, altura em que tinha planeado realizar obras no restaurante. “Pensava que era uma situação passageira, mas fechou tudo. Nunca baixei a guarda e continuei a lutar”, contou. Após o fim das restrições, diz que o negócio acabou por crescer mais do que esperava.
Questionado sobre a possibilidade de regressar à Venezuela para investir, foi claro: “Tenho raízes aqui. Não digo que nunca vá lá, mas voltar para trabalhar já não é para mim.”
Sobre o processo de recrutamento, admitiu que inicialmente receou dificuldades em encontrar trabalhadores, mas acabou por ter uma boa adesão nas últimas semanas, destacando o apoio recebido na Ponta do Sol.
Quanto ao valor do investimento, preferiu não adiantar números. Explicou, no entanto, que já possuía grande parte do equipamento do anterior restaurante, tendo apostado agora em novas máquinas e tecnologia mais avançada para agilizar o serviço e melhorar as condições de trabalho. “O importante é que está feito”, concluiu.