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Sindicato da PSP prepara protesto para janeiro e não descarta novo plenário no aeroporto

Data de publicação
02 Janeiro 2026
17:36

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) anunciou hoje que vai preparar protestos para 2026, com o primeiro a acontecer ainda no mês de janeiro, e não descarta um novo plenário no aeroporto de Lisboa.

“No dia 8 [de janeiro] teremos uma primeira reunião do executivo da direção da ASPP e, logo uns dias depois, iremos reunir a direção e, ainda no mês de janeiro, vamos levar a cabo um protesto”, avançou o presidente da ASPP/PSP, Paulo Santos, à Lusa.

Este sindicato, o maior da PSP, abandonou as negociações com o ministério da Administração Interna no final de novembro do ano passado, acusando o Governo de não estar a cumprir o acordo celebrado em julho de 2024, que inclui a negociação para revisão da carreira remuneratória e dos suplementos.

Segundo Paulo Santos, o protesto que será definido nas próximas reuniões “pode passar por mais um plenário no aeroporto” de Lisboa e, a acontecer, surge também como resposta às acusações feitas pela ANA Aeroportos, que disse recentemente que a luta sindical “tem prejudicado milhares de passageiros”.

“É uma provocação que merece uma reação”, disse o dirigente da ASPP/PSP, sindicato que promoveu, em dezembro, um plenário de protesto no aeroporto de Lisboa, devido à ausência de resposta do Governo face aos problemas dos polícias que estão nas fronteiras aéreas.

Em comunicado, a ASPP/PSP refere que o objetivo dos protestos “é a defesa intransigente dos direitos dos polícias e a denúncia das constantes práticas abusivas de que são alvo”, acrescentando que o Governo e a direção nacional da PSP “não podem continuar a assistir à falência da instituição: a falta de candidatos, o atropelo à pré-aposentação, a sonegação de direitos e o corte abusivo de folgas”.

Na última reunião com a tutela, em que a ASPP/PSP já não esteve presente, os sindicatos da PSP receberam a garantia do Ministério da Administração Interna de que todos os suplementos – turno, piquete, comando, residência e serviço especial –, atribuídos de acordo com a função que o polícia desempenha, vão ser revistos. No entanto, até que esta alteração aconteça, serão atualizados no próximo ano em 2,15%, tal como vai acontecer em toda a função pública.

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