Mais de 2.500 militares estão hoje no terreno, em 41 municípios, a prestar apoio direto às populações afetadas pelas tempestades, numa operação que já mobilizou mais de 16.800 efetivos, informou o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).
Em comunicado, o EMGFA refere que pelas 10:00 de hoje as Forças Armadas tinham no terreno “2.537 militares, 363 viaturas, 23 máquinas de engenharia, 66 botes, quatro semirrígidos e duas lanchas anfíbias de reabastecimento”.
Os meios das Forças Armadas estão empenhados em 41 concelhos, onde estão a prestar apoios que incluem a relocalização de pessoas e bens através de meios anfíbios, remoção de escombros e limpeza, desobstrução de acessos, contenção de caudais, vigilância e reconhecimento através de meios aéreos das zonas afetadas e ações de proximidade.
Num balanço sobre os apoios prestados desde a passagem da depressão Kristin, as Forças Armadas contabilizaram, entre os dias 28 de janeiro e hoje, 221 pessoas resgatadas, 271 lonas cedidas ou instaladas para coberturas de casa, 677 refeições distribuídas, 395 instalações para banhos e 1.860 camas disponibilizadas, em 15 unidades militares.
A lista dos apoios prestados inclui ainda reparações em 78 habitações e edifícios públicos, apoio em alojamento e alimentação a 1.430 pessoas, a disponibilização de 54 equipamentos ‘Starlink’ para fornecer comunicações de emergência, 53 satélites em uso, 5,7 toneladas de material, incluindo bens de primeira necessidade transportados por via aérea, e 264 toneladas de material transportados por via terrestre.
Mais de 82 equipamentos das Forças Armadas apoiaram as populações e entidades locais, “nomeadamente motosserras, gruas, contentores, monta-cargas, tendas, lonas, retroescavadora, pá carregadora, giratória de rodas”, entre outros, refere o EMGFA.
O EMGFA indica ainda que foram realizadas 773 ações de proximidade para apoio à população, 178 apoios de fornecimento de energia com recurso a geradores e 119 empenhamentos de desobstrução e limpeza de vias rodoviárias, tarefa que está ainda em curso em 66 vias.
Do empenho dos militares resultaram, até agora, aproximadamente 362 quilómetros de itinerários desobstruídos, 663 toneladas de detritos recolhidos, 180 metros de barreiras de contenção construídos e 10.133 sacos de areia utilizados nas barreiras de contenção.
Segundo o EMGFA, estão disponíveis para este apoio específico seis helicópteros, uma aeronave de transporte C-130 e uma aeronave de reconhecimento de asa fixa P3C da Força Aérea, em alta prontidão e uma aeronave KC-390.
De acordo com o balaço hoje divulgado, desde dia 28 de janeiro as Forças Armadas já empenharam no apoio às populações um total de 16.855 militares, 2.083 viaturas e 177 máquinas de engenharia.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.