Uma criança palestiniana é morta, em média, a cada semana na Cisjordânia desde janeiro de 2025, totalizando 70 ao longo do período em causa, anunciou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
“As crianças estão a pagar um preço intolerável devido à escalada das operações militares e dos ataques em toda a Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental”, disse o porta-voz da UNICEF, James Elder, numa conferência de imprensa realizada em Genebra, Suíça.
“Entre janeiro de 2025 e hoje, pelo menos uma criança palestiniana foi morta, em média, todas as semanas na Cisjordânia ocupada, incluindo em Jerusalém, controlada por Israel”, acrescentou.
Este número, adiantou ainda, significa que 70 crianças palestinianas foram mortas desde o início das operações israelitas, em janeiro de 2025, ao que se somam outras 850 crianças feridas no mesmo período.
Israel realiza frequentes incursões na Cisjordânia e também tem como alvo aqueles que atiram pedras, muitos dos quais são adolescentes, que, segundo os militares, representam um perigo para os condutores israelitas.
“A maioria das vítimas mortais ou feridas foi atingida por munições reais”, observou ainda o porta-voz da UNICEF, apelando às autoridades israelitas para que “tomem medidas imediatas e decisivas para impedir que mais crianças palestinianas sejam mortas ou mutiladas e para proteger as suas casas, escolas e acesso à água, em conformidade com o direito internacional”.
Além disso, os Estados-membros do Conselho da Europa devem usar a sua influência para a garantir o respeito pelo direito internacional, afirmou.
A violência eclodiu na Cisjordânia desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque do grupo islamita palestiniano Hamas ao sul de Israel, a 07 de outubro de 2023.
Em janeiro de 2025, o exército israelita lançou uma “operação antiterrorista” visando sobretudo os campos de refugiados palestinianos na Cisjordânia.