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Ucrânia: UE condena "ataques horrendos" que mostram "desespero do Kremlin

JM-Madeira

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Data de publicação
10 Outubro 2022
15:11

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, condenou hoje os "ataques horrendos" sobre Kiev e outras cidades ucranianas, afirmando que estas ações revelam "o desespero do Kremlin" e configuram "crimes de guerra".

"Os ataques horrendos contra Kiev e outras cidades ucranianas mostram o desespero do Kremlin [Presidência russa]", escreveu Michel na sua conta na rede social Twitter, acrescentando que os bombardeamentos "indiscriminados" sobre civis "são crimes de guerra".

O presidente do Conselho Europeu reiterou ainda o compromisso da União Europeia (UE) no apoio à Ucrânia, adiantando que na próxima reunião do grupo dos G7 (os sete países mais industrializados) o tema será abordado, bem como a imputação das responsabilidades à Rússia.

Os bombardeamentos russos desta manhã serão discutidos pelos líderes do G7 na terça-feira, numa videoconferência em que participará o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

A Rússia bombardeou hoje várias regiões ucranianas, como Kiev (a capital da Ucrânia), Lviv, Khmelnytskiy, Dnipro, Vinnitsia, Zaporijia, Sumy, Kharkiv e Jitomir, desencadeando "uma manhã muito dura" no país, como afirmou o Presidente ucraniano.

Segundo Zelensky, os ataques foram feitos com recurso a armamento iraniano.

As autoridades ucranianas atualizaram, entretanto, para pelo menos 10 mortos e 60 feridos o número de vítimas dos ataques russos ocorridos hoje de manhã.

Os militares ucranianos disseram que a Rússia disparou 75 mísseis contra a Ucrânia, dos quais a defesa antiaérea abateu 41.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.221 civis mortos e 9.371 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Lusa

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