MADEIRA Meteorologia

Ucrânia: Rússia promete retaliar face a expulsões de diplomatas pela Europa

JM-Madeira

JM-Madeira

Data de publicação
05 Abril 2022
12:05

A Rússia prometeu hoje responder à vaga de expulsões dos seus diplomatas de países da União Europeia (UE), depois dessa medida ter sido anunciada, esta manhã, por mais dois países: Itália e Dinamarca.

"A Rússia dará uma resposta à medida", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zajárova, em conferência de imprensa.

Também o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexandr Grushkó, deixou um aviso, referindo que "as consequências [das expulsões] serão sentidas durante muito tempo" e considerando que a Rússia está a enfrentar "uma campanha planeada".

A Dinamarca e a Itália anunciaram hoje que vão expulsar 15 e 30 diplomatas russos, respetivamente, um dia depois de vários outros países europeus terem tomado a mesma medida.

A decisão anunciada hoje pela Dinamarca foi explicada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Jeppe Kofod, com a necessidade de "enviar um sinal claro à Rússia: espionagem em solo dinamarquês é inaceitável".

Segundo o ministério dinamarquês, o embaixador russo foi informado da decisão, ao mesmo tempo que a Dinamarca condenava fortemente "a brutalidade da Rússia contra civis ucranianos em Bucha" e sublinhava que "ataques deliberados contra civis são um crime de guerra".

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Luigi Di Maio, referiu que o país decidiu expulsar 30 diplomatas russos por razões de "segurança nacional".

Na segunda-feira, a Alemanha declarou 40 diplomatas russos da embaixada de Berlim ‘persona non grata’, instando-os a deixar o país, enquanto a França avançou com a decisão de expulsar 35 diplomatas russos "cujas atividades são contrárias aos interesses" do país e representam um regime de "incrível brutalidade", como ficou "provado pelas imagens de crimes de guerra cometidos na cidade ucraniana de Bucha".

A expulsão de diplomatas russos já tinha acontecido noutros países europeus, como a Lituânia, a Bulgária ou a Eslováquia, e nos Estados Unidos, no âmbito da invasão da Ucrânia.

Em retaliação, o Presidente russo, Vladimir Putin, assinou, na segunda-feira, um decreto para restringir a concessão de vistos para países da União Europeia e para a Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein, devido às suas "ações hostis" contra a Rússia.

Nos últimos dias, dezenas de civis mortos foram encontrados em Bucha, uma cidade a 60 quilómetros de Kiev que esteve várias semanas ocupada pelas tropas russas e foi recentemente reconquistada pelos ucranianos.

Muitos dos mortos estavam espalhados na rua ou em valas comuns, tendo as autoridades ucranianas e os seus aliados acusado os soldados russos de terem cometido esses crimes.

Moscovo rejeitou em absoluto qualquer responsabilidade e disse que foi feita uma encenação por Kiev.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.430 civis, incluindo 121 crianças, e feriu 2.097, entre os quais 178 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de dez milhões de pessoas, das quais 4,2 milhões para os países vizinhos.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Lusa

OPINIÃO EM DESTAQUE

HISTÓRIAS DA MINHA HISTÓRIA

22/05/2026 07:30

Após o meu último texto, publicado neste espaço, em que discorri sobre as várias significações que atribuímos ao número sete, não pude deixar de pensar...

Ver todos os artigos

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

Acha que Portugal não devia participar na Eurovisão, em protesto pela presença de Israel?

Enviar Resultados
RJM PODCASTS

Mais Lidas

Últimas