Israel atacou durante a madrugada o sul do Líbano, causando várias vítimas mortais, depois de ter declarado aceitar a trégua entre os Estados Unidos e o Irão e recusar que o cessar-fogo se aplicasse ao país vizinho.
A agência oficial de notícias libanesa, NNA, informou sobre a ocorrência de um ataque contra uma ambulância em Al Hulaylah, que causou várias vítimas mortais, sem que tenha sido especificado o número exato de mortos.
Além disso, segundo o mesmo meio de comunicação, pelo menos quatro pessoas morreram num ataque contra um edifício perto do Hospital Hiram e um centro médico na cidade de Chaqra, que causou vários feridos.
“Os ataques inimigos”, como os classificou a NNA, também tiveram como alvo as cidades de Haddatha, Rabaa Thalathin, Abbasieh, Kfar Dunin, Haniyeh Mansouri e Jmeijmeh.
O porta-voz do exército israelita em língua árabe, coronel Avichay Adraee, lançou esta manhã na rede social X um “aviso urgente e repetido” dirigido aos “habitantes da cidade de Tiro, em particular a Shabriha”, apelando-lhes para que evacuassem “imediatamente”, pouco antes da agência oficial libanesa Ani noticiar novos ataques israelitas no sul.
O Governo de Israel anunciou hoje que aceita o cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, mas assegurou que este não inclui o Líbano, contrariando o anúncio feito pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou a negociação entre Washington e Teerão.
“Tenho o prazer de anunciar que a República Islâmica do Irão e os Estados Unidos da América, juntamente com os seus aliados, acordaram um cessar-fogo imediato em todos os locais, incluindo o Líbano e outros locais, COM EFEITO IMEDIATO”, afirmou Sharif na rede social X.
Os Estados Unidos e o Irão vão iniciar negociações esta sexta-feira em Islamabad que têm como base duas propostas, uma 15 pontos avançada por Washington e uma segunda de 10 pontos apresentada por Teerão, que Trump aceitou como base negociável.
Entre as condições iranianas divulgadas constam a cessação dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irão e os aliados do país persa na região, bem como o controlo iraniano do estreito de Ormuz, fundamental para o comércio energético global, e a aceitação do programa de enriquecimento de urânio de Teerão para fins civis, de acordo com uma versão da proposta em persa.