Jornadas Madeira: Independência e autonomia total. É desejável?

Alberto Pita

Rodrigo Trancoso questionou o economista Miguel Pinto-Correia sobre a posição que tinha assumido na primeira intervenção, onde defendeu um alargamento da autonomia política da Madeira.

O professor e antigo deputado do Bloco de Esquerda pegou no assunto para referir que, por vezes, surgem posições de elementos do PSD favoráveis à independência, e por isso questionou o economista sobre os custos financeiros que teria uma eventual independência, considerando que a Madeira tem um orçamento de dois mil milhões de euros, mas as receitas rondam apenas os 900 milhões de euros.

Miguel Pinto-Correia respondeu que hoje a independência da Madeira, do ponto de vista financeiro, “não faz sentido e seria contraproducente”.

Para o economista, “a haver uma autonomia total, teria de ser preparado um ‘phasing out’, que não se faz em quatro ou cinco anos”, e que implicaria um compromisso “pluripartidário para acontecer”. "Sem acordo de todos, nem vale a pena falar isso”, defendeu.