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‘I Jornadas de Ciências da Educação’ defendem uma escola mais ampla e coletiva

Data de publicação
25 Maio 2026
9:48

As ‘I Jornadas de Ciências da Educação: Identidade e Profissionalidade’, estão a decorrer esta manhã no auditório da reitoria da Universidade da Madeira, no Colégio dos Jesuítas.

Esta é uma iniciativa promovida pela Direção de Curso de Ciências da Educação da Universidade da Madeira, em parceria com a Direção Regional de Educação. Este evento surge da necessidade de consolidar e clarificar o perfil do Técnico Superior de Educação em contextos multidisciplinares.

Sofia Silva, diretora do curso e organizadora do evento, explicou que o encontro nasceu para combater “uma debilidade da identidade profissional” sentida por quem trabalha nesta áreas criando um espaço para refletir “de forma crítica e informada” sobre competências, funções e contextos de atuação.

Segundo Sofia Silva, o curso de Ciências da Educação da Universidade da Madeira conta atualmente com cerca de 100 alunos distribuídos pelos três anos de licenciatura.

A secretária regional de Educação, Ciência e Tecnologia afirmou que “o sistema educativo e a educação já não é só feita pelo professor dentro da sala de aula. É feita por múltiplos atores, psicólogos, profissionais das ciências da educação”, explicou.

Para a governante, estes técnicos que estão presentes nas escolas, na DRE e nos centros de recursos educativos especializados “têm uma formação bastante ampla e diversificada” chegando a ser um complemento “neste processo educativo que é complexo”, frisou.

Segundo, um dos oradores da conferência, Hélder Ferraz é preciso repensar a forma como se intervém nas escolas, abandonando a lógica reativa que tem dominado as políticas educativas. “Normalmente assume-se uma lógica mais interventiva, quase como o exemplo do bombeiro que vai apagar um incêndio”, afirmou, sublinhando a necessidade de uma abordagem mais preventiva e estruturada.

Para o orador, o maior desafio emergente está na tensão entre a pressão pelos resultados e a necessidade de tempo para construir estratégias sólidas. “Com a pressão que nós temos tido, torna-se muito difícil pensar estratégias de médio, longo prazo e, de facto, em educação esse é o maior desafio”, salientou.

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