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Sindicatos da UGT avançam para conciliação “perante a intransigência” dos bancos

Data de publicação
17 Junho 2024
12:19

Os sindicatos da banca afetos à UGT anunciaram hoje que vão recorrer à conciliação junto da Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) “perante a intransigência das instituições de crédito” após seis meses de negociações.

“Face ao impasse do processo ao fim de mais de seis meses de negociação, Mais, SBN e SBC decidiram avançar com um pedido de conciliação junto da DGERT”, referem os três sindicatos em comunicado conjunto hoje divulgado, após a falta de acordo na negociação salarial do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do setor.

Mais Sindicato, Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN) e Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias (SBC) registam que já reformularam a sua reivindicação por várias vezes desde a primeira anunciada em novembro de 6% de aumento das tabelas salariais e cláusulas de expressão pecuniária para ativos e reformados.

No entanto, os três sindicatos criticam as instituições de crédito por terem arrastado as negociações, “rejeitando sempre os esforços”.

No entender dos sindicatos, a última contraproposta dos bancos, de 3%, contra a primeira de 2%, não pode ser aceite “em nome da justiça para com os trabalhadores e reformados”, por entenderem que “não compensa o poder de compra perdido nem garante a equidade na repartição dos enormes ganhos” dos bancos.

Os sindicatos afetos à UGT estimam que tenha havido uma perda efetiva do poder de compra dos trabalhadores na ordem dos 7,3% e criticam os bancos por, apesar dos seus resultados líquidos elevados, não estarem a compensar devidamente os seus trabalhadores.

“A estes lucros excecionais soma-se a substancial redução de custos devido ao encerramento de balcões e, consequentemente, a diminuição de trabalhadores”, lamentam.

Pela falta de acordo, os sindicatos decidiram remeter o processo para o Ministério do Trabalho e, assim, pedir conciliação junto da DGERT devido à “intransigência injustificada” dos bancos.

Segundo os sindicatos, os trabalhadores do setor “não podem aceitar tão míseros aumentos perante tão elevados lucros”.

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) acordou, em maio, com o grupo negociador da banca (não inclui bancos como CGD e BCP, que têm contratação coletiva própria) aumentos de 3%. Os sindicatos bancários afetos à UGT consideraram o acordo feito pelo SNQTB uma traição aos bancários.

Os cinco maiores bancos que operam em Portugal registaram lucros agregados de 1.225,2 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, mais 33,2% face ao mesmo período do ano passado.

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