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José Manuel Rodrigues defende futuro regime fiscal mais apelativo e destaca oportunidades de investimento na Madeira

Data de publicação
11 Novembro 2025
13:20

O secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, destacou esta terça-feira, à margem da sua participação no Web Summit, a importância de tornar a Madeira mais atrativa para investidores, reiterando a expectativa de que o futuro regime fiscal regional venha a ser ainda mais apelativo.

“A Madeira é o melhor sítio do país para investir, por variadas razões, a primeira das quais será, eventualmente, a nossa hospitalidade e qualidade de vida”, disse. Em segundo lugar, destacou o regime fiscal próprio, “quer o regime geral em termos de IRC, quer aquele que vamos ter em termos de IRS com uma redução de todos os escalões em 30%, que é um fator de atração também de investidores, quer também o regime fiscal do próprio do Centro Internacional de Negócios da Madeira, que eu espero que o Orçamento de Estado venha a prorrogar até 2033 e se possa ter um novo regime fiscal, o quinto regime fiscal, ainda mais atrativo para a Região”, afirmou José Manuel Rodrigues aos jornalistas.

O governante sublinhou ainda o peso dos fundos europeus e regionais na promoção do investimento, destacando o crescimento do setor tecnológico na Madeira. “A faturação, no ano passado, ascendeu a mais de mil milhões de euros, o que não deixa de ser significativo para a nossa economia. O objetivo é, obviamente, crescer e, desse ponto de vista, acho que a nossa presença no Web Summit tem precisamente a ideia de captar investidores nesta área das novas tecnologias”, frisou.

José Manuel Rodrigues reforçou que o crescimento económico da Madeira tem sido contínuo, adiantando que tem recebido indicações de empresários presentes no Web Summit que dizem que “nunca receberam tantos pedidos de informação para investir na Madeira”. “Isso reflete-se, aliás, no facto de estarmos há 54 meses consecutivos a crescer economicamente. Eventualmente, no final deste ano, atingiremos um PIB da ordem de 18 mil milhões de euros, o que representa um aumento, numa década, de 80%, vamos ter e continuar a ter o segundo maior PIB do país”, enalteceu, sem deixar de reconhecer que “agora é preciso também que esta riqueza que é criada e que os resultados do crescimento económico cheguem às famílias e às pessoas.”

Sobre medidas concretas para que isso seja uma realidade, o governante defendeu “uma valorização mais acentuada dos salários e a redução fiscal”. Neste âmbito, disse, “o Governo, no próximo Orçamento, vai dar passos significativos, quer reduzindo a taxa de IRC para 13,13, a taxa geral, taxa para o Norte e para o Porto Santo de 8,65 que se manterá, bem como a majoração de alguns fundos europeus, e, em termos de IRS, estendendo-a todos os escalões, até o nono escalão, a redução de 30% em relação às taxas nacionais.”

O secretário regional destacou também a importância da inteligência artificial e da modernização da Administração Pública, referindo que a sua utilização tem sido progressiva. Neste aspeto, a aposta irá crescer, seja na robótica, seja na inteligência artificial, com o novo Hospital Central e Universitário da Madeira, até pela sua dimensão. “Transportar pessoas, transportar medicamentos dentro daquela área gigantesca que vai ser o nosso hospital, vai exigir mais robótica, mais inteligência artificial, outros processos de desmaterialização e, portanto, eu acho que a modernização da Administração Pública é também um caminho a seguir”, afirmou.

Esta manhã, o secretário regional manteve um encontro com o ministro responsável pela pasta da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, com o qual trocou impressões sobre “aquilo que é necessário fazer para modernizar o Estado português, para também as regiões autónomas irem nesse caminho, para que a função pública seja mais amiga do cidadão, das famílias e das empresas, e com isso facilitando naturalmente o investimento.”

O governante concluiu sublinhando os desafios da burocracia em Portugal, e defendendo que “o Estado não pode ficar enclausurado em leis do século XIX e do século XX, como ainda hoje acontece”. “Nós temos ainda uma carga de burocracia em Portugal que é desincentivadora do investimento privado, também nesta área tecnológica”, rematou.

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