À margem da abertura de uma exposição na Quinta Magnólia, o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, reagiu à aprovação, na Assembleia da República, das alterações ao Subsídio de Mobilidade, sublinhando que a decisão “mantém alguma confusão” e que o ideal teria sido aprovar a proposta da Assembleia Regional. Ainda assim, destacou dois avanços: o fim da obrigatoriedade de certidões de não dívida às Finanças e Segurança Social e a inclusão de bilhetes “one way” na comparticipação.
Apesar de admitir que o cenário ideal seria a eliminação do teto, Albuquerque alertou para a necessidade de prudência. Recordou que companhias como a easyJet e a Ryanair representam cerca de 48% da operação aérea nacional na região, dependendo de previsibilidade na procura. Sem limite máximo, argumenta, aumenta o risco de compras de última hora, afetando a estabilidade do mercado. “Se estiver em causa 48% da operação para a Madeira, nós temos que tomar uma decisão e escolher aquilo que é melhor para a Madeira”.
O governante frisou que, em 2025, apenas 6,34% das viagens ultrapassaram os 400 euros, defendendo que o debate deve ter por base dados concretos. Sublinhou ainda o esforço financeiro do Estado, que ascendeu a mais de 59 milhões de euros para a Madeira.
Albuquerque apelou ao diálogo com o Governo da República durante a regulamentação do diploma, defendendo soluções equilibradas que garantam mobilidade acessível sem comprometer o funcionamento do mercado aéreo e a economia regional.