O Festival do Atlântico regressa entre os dias 5 e 28 de junho, com um programa que inclui espetáculos piromusicais, concertos, arte circense, cinema documental e iniciativas culturais espalhadas por vários concelhos da Madeira. A edição de 2026 foi apresentada esta sexta-feira, pelo secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, no Museu Quinta das Cruzes. O programa pode ser consultado aqui.
Um dos destaques volta a ser o Concurso Internacional de Fogo de Artifício da Madeira, com espetáculos marcados para os dias 6, 13 e 20 de junho, às 22h30, no Cais do Funchal. O Canadá abre o concurso no dia 6, seguindo-se a China, a 13, e a Ucrânia, a 20 de junho.
Serão atribuídos dois troféus: o Troféu Atlântico e o Troféu Madeira Tão Tua este último escolhido pelo público através de votação em tômbolas colocadas no Plaza Madeira e no Posto de Informação da Avenida Arriaga. Os vencedores serão conhecidos a 27 de junho.
Além do concurso principal, o festival contará ainda com outros momentos piromusicais, nomeadamente na Baía de Machico, no dia 5 de junho, integrado no Mercado Quinhentista, na Festa de São João, na Vila Baleira, na noite de 23 para 24 de junho, e no espetáculo de encerramento, a 27 de junho, no Cais do Funchal, a cargo da empresa portuguesa Macedo’s Pirotecnia.
A programação inclui também o regresso do Mercadinho Sunset de Verão à Praça do Povo, entre quinta-feira e domingo, com 13 casinhas. Eduardo Jesus destacou que o evento terá certificação de boas práticas ambientais e sustentabilidade, à semelhança do que já aconteceu com o Natal, Carnaval e Festa da Flor.
Como novidade, o festival passa a integrar um ciclo de cinema documental dedicado ao património natural, científico e paisagístico da Madeira, em parceria com a Associação Retoiça. As sessões vão decorrer na Ponta do Sol, Porto Moniz, Santa Cruz e Cais do Carvão, entre 5 e 26 de junho.
O governante anunciou ainda o espetáculo de arte circense com o título ‘Mare, Where Life Moves Like Water”, nos dias 26, 27 e 28 de junho, às 21h30, descrito como uma experiência sensorial inspirada na relação entre o Oceano Atlântico e a natureza da Madeira, conjugando dança, cenografia, luz, som e tecnologia.
A programação volta igualmente a integrar a ‘Ópera no Pico’, promovida pela Direção Regional da Cultura, com quatro noites de espetáculo na Fortaleza do Pico, nos dias 6, 13, 20 e 27 de junho. Haverá ainda uma sessão matiné infantojuvenil de ‘A História Encantada da Flauta Mágica’, no dia 21, e uma récita final de masterclass de canto lírico a 19 de junho.
Eduardo Jesus destacou também o regresso do Festival Raízes do Atlântico, nos dias 11, 12 e 13 de junho, no Parque de Santa Catarina, e a realização da 15.ª edição da Semana Regional das Artes, na Avenida Arriaga e Jardim Municipal.
No total, o Festival do Atlântico contará com 58 concertos, espetáculos e atuações de DJs, dos quais 47 terão lugar na Praça do Povo.
Taxa de ocupação ronda os 92%
O secretário regional adiantou ainda que a taxa de ocupação prevista ronda os 92%, semelhante à registada em 2025. O evento envolve cerca de 260 pessoas e representa um investimento de 509 mil euros, mais 10% do que no ano passado, aumento que atribuiu à atualização dos custos internacionais associados ao concurso de fogo de artifício.
Eduardo Jesus revelou também que ainda serão anunciadas novas iniciativas nos próximos dias, estando “a ser fechado um ou outro programa” que não permitiu avançar já com toda a programação.