O economista e antigo coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, está hoje no Funchal para apresentar a sua mais recente obra, ‘Imaginação: Cores, Deuses, Viagens e Amores’.
A sessão de apresentação decorre na Livraria Bertrand do Plaza Madeira, composta para assistir ao momento.
Ao JM, o autor afirmou que procura responder a uma pergunta central: “o que é que é a nossa essência como humanos? O que é que nos distingue?”. Francisco Louçã argumenta que muitas características humanas são partilhadas com outros animais, mas destaca uma diferença fundamental: “temos uma diferença essencial, que é a capacidade de imaginar de uma forma extensa”.
O livro, com mais de 500 páginas, resulta de cerca de seis anos de trabalho e de um processo prolongado de investigação e escrita. “Levei seis anos a escrever este livro. Preenchi umas quinze mil páginas de notas (...) e fui compilando, em alguns casos, capítulos. Tem dez versões”, explicou.
Na obra, Louçã percorre diferentes formas de imaginário coletivo, desde a religião até às viagens imaginadas ou às representações artísticas ao longo da história da humanidade.
Em declarações produzidas ao JM, frisou ainda a importância da leitura e do pensamento crítico na sociedade atual. “As pessoas que leem, são pessoas extraordinárias nos dias de hoje”, afirmou, sublinhando que a leitura revela “uma vontade de profundidade, de detalhe e de sentido crítico”.
O ensaísta descreve o livro como “um ensaio histórico, um percurso sobre vários imaginários”.