Foram ordenados sarcedotes, esta manhã, os diáconos Diogo Sousa e Marcos Rebelo, numa cerimónia presidida por D. Nuno Brás, na Igreja da Sé.
Na homilía, o Bispo do Funchal recorreu ao apóstolo São Paulo, que chama a atenção, no primeiro testamento, para os fundamentos da vocação cristã, a qual foi hoje reencarnada pelos novos sacerdotes.
“A vocação cristã é, em primeiro lugar, o fruto de uma escolha por parte de Deus (...) Todos os cristão foram, antes da criação do mundo, predestinados para serem santos”, lê-se na Bíblia.
Mais vincou D. Nuno Brás que a santidade “é proposta a quantos vivem por Cristo, com Cristo e em Cristo”.
“Ao ressuscitar e ao enviar o seu Espírito sobre os discípulos, Jesus abriu diante do mundo inteiro um novo horizonte de vida. Deus entregou-se aos seus. Ele é o maior tesouro a que alguém pode, alguma vez aspirar. Viver com Deus, viver na sua presença, não apenas por um fortuito momento de felicidade, mas para a eternidade: eis o tesouro que tudo merece; que torna os homens capazes de esquecer a própria vida”, continuou na leitura da homilía.
Aos recém-ordenados sacerdotes, deixou claro que a missão central de um padre ou de um bispo “outra não é senão a de ajudar aqueles que lhes são confiados a viverem plenamente esta vocação maior, dada pelo próprio Deus a cada cristão seu irmão, ajudando-o a retirar todas as consequências dos dons baptismais que recebeu”.
“Um padre não se pertence: pertence a Cristo e pertence aos irmãos”, lembrou D. Nuno Brás.
Aos ordinandos, pediu que não tenham dúvidas de que Deus os escolheu “para serem a sua presença no meio do povo e de toda a sociedade humana”.
“Afastando de vós toda a tentação de orgulho e auto-suficiência — tentações em que facilmente podem cair aqueles para quem todos olham como referência da vida da fé — pedimos ao Senhor que abra as portas do vosso coração, e vos torne completamente disponíveis para os dons da sua graça e para o serviço da vocação dos cristãos”, rematou o Bispo do Funchal.