Mobilidade e transportes são “decisivos” para as Regiões Ultraperiféricas, frisa Pedro Calado

O vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, defendeu hoje, na reunião do ‘Bureau’ Político do Comité das Regiões, que as regiões ultraperiféricas como a Madeira, têm sofrido com muito maior intensidade os efeitos da crise pandémica da COVID-19, dada a vulnerabilidade acrescida em função de constrangimentos como a distância, o isolamento, a pequena dimensão de mercado e das suas empresas.

Por isso, na presença do presidente do Comité das Regiões, Apostolos Tzitzikostas, de Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, de Elisa Ferreira, comissária da Coesão e Reformas e de Younous Omarjee, deputado ao Parlamento Europeu e presidente da Comissão do Desenvolvimento Regional do Parlamento Europeu, entre outros, o vice-presidente sublinhou o carácter decisivo que o Plano de Recuperação e Resiliência representa para estas regiões.

“Neste contexto particularmente severo, para além da execução célere dos fundos para a recuperação, é também fundamental a revisão e atualização da estratégia da UE para as RUP, tendo em consideração o novo cenário que temos pela frente bem como as novas prioridades estratégicas da União para os próximos anos, muito assentes nas transições ecológica e digital”, disse o governante, destacando que no caso das Regiões Ultraperiféricas, uma transição ecológica justa terá de ter em conta as suas enormes vulnerabilidades a mudanças climáticas e catástrofes naturais, que requerem uma atenção muito particular ao nível das infraestruturas, da proteção das populações e da biodiversidade.

Do mesmo modo, Pedro Calado defendeu que para haver recuperação efetiva numa região com as características da Madeira, é necessário também atender ao setor dos transportes, que é absolutamente crítico.

“É crucial que quaisquer normas com impacto direto no domínio dos transportes, nomeadamente aéreos e marítimos, tenham sempre em conta as necessidades específicas de mobilidade das RUP, não acrescentando quaisquer entraves aos que estas regiões já têm de suportar com enormes custos”, disse.