O ADN entende “que apoiar invasões unilaterais de países soberanos, mesmo quando dirigidas contra regimes ilegítimos, constituium precedente perigoso. Hoje é a Venezuela; amanhã poderá ser qualquer outro país, inclusive o nosso”.
Em comunicado, a propósito da captura de Nicolás Maduro, Miguel Pita, dirigente regional do ADN considera que “tal como sucede na guerra da Ucrânia e nas restantes, é essencial que a diplomacia funcione”.
“Sem diplomacia e sem respeito pelo DireitoInternacional, a ordem internacional deixa de fazer sentido eregressamos à lei do mais forte, com riscos reais de escalada global. O Direito Internacional foi concebido para proteger os povos através dasoberania dos Estados, mas é hoje demasiadas vezes instrumentalizadopara garantir a sobrevivência de ditaduras”, considera.
Miguel Pita considera “uma vergonha para o nosso país que tenha sido necessária a intervenção dos EUA, ainda que à margem do primado do Direito Internacional, para libertar um povo oprimido, quando esse povo inclui uma vasta diáspora portuguesa que tem sido perseguida, violentada e esquecida por um regime ditatorial”.
O dirigente partidário defende que “a comunidade internacional tem agora o dever de defender o povovenezuelano e de garantir que redes de narcotráfico e de terrorismo nãocontinuem a sustentar e a perpetuar o poder político naquele país”.