A importância da preservação da memória institucional e coletiva foi defendida por Rubina Leal, na sessão de abertura do 4.º Encontro Regional BAD Madeira.
“Não há democracia sem memória”, afirmou a presidente da Assembleia Legislativa da Madeira sublinhando o compromisso deste órgão para com a salvaguarda e valorização do Parlamento madeirense.
O encontro foi organizado pela Delegação Regional da Madeira da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas, Profissionais da Informação e Documentação (BAD).
Subordinado ao tema ‘Inteligência Artificial e Políticas Públicas de Informação’, decorreu na ALRAM e reuniu profissionais e especialistas da área da informação e documentação.
Rubina Leal deu as boas-vindas aos participantes e dirigiu uma palavra de reconhecimento à Delegação Regional da BAD Madeira pela organização do encontro.
De acordo com um comunicado alusivo ao evento, destacou a importância de iniciativas que promovem a reflexão e a partilha de conhecimento entre profissionais que desempenham um papel essencial na organização da informação e no fortalecimento de uma cidadania informada.
A presidente do Parlamento madeirense deu nota acercada do papel crescente da Inteligência Artificial, referindo que esta tecnologia abre novas oportunidades, mas também coloca desafios que devem ser compreendidos e enquadrados de forma responsável.
Considerou, ainda, particularmente pertinente o tema do encontro, uma vez que a relação entre Inteligência Artificial e políticas públicas de informação levanta questões fundamentais para as democracias contemporâneas, designadamente ao nível da governação dos dados, da transparência administrativa, da ética no uso das tecnologias, da proteção de dados pessoais e do acesso dos cidadãos à informação.
Referiu também que a Inteligência Artificial pode contribuir para melhorar processos, ampliar a capacidade de análise de informação, apoiar a tomada de decisões e reforçar a eficiência das instituições públicas, abrindo igualmente novas possibilidades para bibliotecários, arquivistas e documentalistas na gestão, organização e valorização do conhecimento. Contudo, alertou também para a necessidade de garantir uma utilização ética, responsável e transparente destas tecnologias, defendendo o reforço da sensibilização para estas matérias e o investimento na formação contínua dos profissionais que trabalham diariamente com informação e dados.
A concluir, enalteceu o papel dos profissionais da informação na preservação da memória coletiva, na organização do conhecimento e na garantia de um acesso qualificado à informação, manifestando a sua confiança de que o encontro proporcionará momentos relevantes de debate, partilha de experiências e reflexão sobre o papel da Inteligência Artificial nas políticas públicas de informação.