O partido Reagir Incluir Reciclar - RIR considera “grave e politicamente irresponsável a reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na Região Autónoma da Madeira”.
Em reação a declarações proferidas pela presidente do Instituto de Desenvolvimento Regional, Liana Reis, coordenadora regional do RIR, contesta uma situação que leverá ao corte “de centenas de camas previstas para cuidados continuados e respostas residenciais na área social”.
“O Governo opta agora por reduzir metas e ambição, justificando-se com dificuldades de execução e com o risco de perda de fundos europeus. Para o RIR, esta explicação não é aceitável: trata-se sim de um falhanço de governação, de uma gestão errática dos fundos públicos e de uma inversão de prioridades, onde a burocracia e a falta de planeamento se sobrepõem às necessidades reais da população”, afirma.
Liana Reis entende que “a redução de camas em cuidados continuados e em estruturas residenciais terá consequências diretas e concretas, nomeadamente mais pressão sobre hospitais e serviços de urgência; mais dificuldades para famílias; mais atrasos no acesso a respostas sociais adequadas e maior desigualdade no acesso a cuidados essenciais”.
Na perspetiva do RIR, o Executivo regional revela incoerência política, porque “por um lado, reconhece publicamente a falta de respostas sociais e de retaguarda e, por outro, aceita cortar precisamente nos investimentos que deveriam mitigar esse problema”.