Os trabalhos parlamentares desta manhã, na Assembleia Legislativa, ficaram marcados por um momento de tensão envolvendo o deputado do JPP, Rafael Nunes, o deputado do PSD, Jaime Filipe Ramos, e a Mesa da Assembleia.
A situação surgiu na sequência de uma intervenção de Rafael Nunes, na qual criticou a condução dos trabalhos do dia anterior e fez referências à atuação da Mesa, em particular da vice-presidente da Assembleia, Rafaela Fernandes.
“Permitam-me só terminar a discussão de ontem, dizendo que há quem seja salvo. O senhor deputado Válter Correia foi salvo pela Sra. vice-presidente da Assembleia que, percebendo que o sr. deputado estava a meter os pés pelas mãos, decidiu encerrar rapidamente os trabalhos e impedir que falassem os únicos dois oradores quando ainda eram 13h04”, afirmou parlamentar do JPP.
As declarações motivaram uma interpelação à Mesa por parte do deputado social-democrata Jaime Filipe Ramos, que acusou o parlamentar do JPP de colocar em causa a “imparcialidade” da Mesa.
Perante o clima instalado, a presidente da ALRAM, Rubina Leal, interveio para esclarecer que não existia “fundamento regimental” para a interpelação nem para pedidos de defesa da honra, sublinhando que a Mesa “não considerou ter havido qualquer ofensa”.
“Sr. deputado, eu tenho, ao abrigo do Regimento, a possibilidade de rejeitar ou aceitar. Aquilo que eu considerei, a Mesa considerou, é que não havia qualquer fundamento para a interpelação à Mesa. Pelo contrário”, declarou Rubina Leal.