A presidente do PS-Madeira questionou hoje o Governo Regional sobre que medidas tem previstas para apoiar ao longo do ano os produtores de banana cujas explorações foram afetadas pelas sucessivas intempéries ocorridas no final do ano passado.
Em conferência de imprensa realizada na Ponta do Sol, Célia Pessegueiro alertou que os prejuízos na cultura da banana não se cingem apenas às bananeiras tombadas e aos cachos que não vingam, mas dizem respeito também às plantas que, em consequência dos vários episódios de mau tempo, ficam danificadas e cujos frutos ficam com manchas e não se desenvolvem completamente, o que acaba por, na maioria das vezes, representar uma perda total.
Conforme deu conta a presidente dos socialistas madeirenses, no início do ano eram apontadas perdas de produção na ordem de 25%, mas o que se estima é que, no resto do ano, continuem a existir prejuízos nessa mesma ordem de grandeza.
Como recordou a presidente do PS-M, na sequência das intempéries, e pelo facto de estas culturas não terem seguro, o Governo Regional determinou que a Secretaria da Agricultura e Pescas continuasse a fazer o levantamento dos prejuízos e que calculasse montantes a distribuir pelos produtores, para que o seu rendimento não baixasse tanto.
O problema, acrescentou, é que não houve divulgação dos levantamentos feitos, nem dos montantes atribuídos aos agricultores, sendo que aquilo que tem começado a chegar às contas de alguns produtores é “uma mistura” entre os proveitos da GESBA e verbas que têm sido apresentadas como sendo para compensar prejuízos.
“Não se sabe exatamente qual é o montante de cada um”, adiantou Célia Pessegueiro, exigindo uma clarificação desta situação por parte do Governo Regional, mostrando quais são os critérios e as condições de acesso aos apoios.
Frisando que os estragos do mau tempo condicionam a produção de forma prolongada, a presidente do PS-M quer saber que medidas tem o Executivo para compensar os produtores o resto do ano.
“Queremos saber se os levantamentos continuam a acontecer, se se tem a noção real das quebras de produção e que iniciativas é que o Governo Regional pretende implementar de ajuda aos agricultores, até como uma forma de reduzir o impacto de futuras intempéries”, declarou, apontando como exemplos os apoios para a aquisição de estacas e vedações para proteger a produção dos impactos do vento.