O Grupo Parlamentar do Partido Socialista alertou, hoje, para a urgência de libertação dos presos políticos portugueses na Venezuela e para a necessidade de envolver a oposição na transição democrática naquele país.
Os socialistas, que esta manhã estiveram reunidos com elementos do movimento ‘Comando com Venezuela’ – ligado à líder da oposição María Corina Machado – para abordar a situação política e o contexto que se vive naquele país na sequência da queda de Nicolás Maduro, salientam que uma das prioridades neste momento é a libertação dos presos políticos, sem a qual não pode haver transição democrática.
“Para o PS, a transição democrática tem de envolver a oposição na Venezuela, porque, sem isso, não é possível construir as bases de um país que se quer democrático e que tenha estabilidade para poder prosperar”, expressou Paulo Cafôfo.
O líder parlamentar do PS considerou que o Governo português devia ser mais ativo nesta matéria, exercendo uma pressão política e diplomática para a libertação dos presos políticos portugueses, porque, “neste momento, ainda não houve a libertação de nenhum nosso compatriota”.
Paulo Cafôfo entende igualmente que o Executivo deve tudo fazer para prevenir que, se a situação evoluir de uma forma negativa e se existirem conflitos internos, o plano de contingência que existe para a Venezuela possa ser colocado em execução. Para isso, vincou, é necessário que o mesmo esteja revisto.
Atendendo às relações que Portugal tem com os Estados Unidos e à importância e dimensão da comunidade portuguesa na Venezuela, o líder parlamentar do PS-Madeira entende que Portugal “podia ser um mediador político e ganhar vantagem na defesa da comunidade”, porque, ao fazê-lo, “acaba por estar na linha da frente desta transição democrática que se quer para aquele país”.