MADEIRA Meteorologia

Proteção Civil emite medidas preventivas por causa da depressão Therese

João Correia

João Correia

Data de publicação
16 Março 2026
18:53

Entre amanhã e sexta-feira, está prevista a aproximação da depressão Therese, que poderá trazer um agravamento das condições metrológicas.

Para os próximos dias o IPMA prevê períodos de céu muito nublado, com “ocorrência de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada na Costa Norte, Costa Sul, Regiões Montanhosas e na ilha do Porto Santo. Nas zonas altas, acima dos 1400/1500 metros de altitude está prevista também precipitação de na quarta-feira e quinta-feira.

Relativamente ao vento prevê-se que seja forte de oeste/sudoeste, a aumentar a partir do dia 18 (quarta-feira) moderado a forte com rajadas até 70 km/h e até 90 km/h nas terras altas. No dia 20 (sexta-feira), em especial durante a manhã, aumento temporário do vento de sul/sudoeste com rajadas até 90 km/h podendo atingir 130 km/h nas terras altas.

Já a agitação marítima, a partir da tarde de quarta-feira, irá contar com ondas de noroeste com 4 a 5 metros na Costa Norte e parte oeste da Costa Sul da Madeira e do Porto Santo. Na Costa Sul, são esperadas ondas de sudoeste na Costa Sul da Madeira e do Porto Santo a partir do dia 20 (sexta-feira), quando se prevê um novo agravamento com ondas de 5 a 6 metros e altura máxima até 10 a 12 metros, diminuindo gradualmente durante a tarde”.

Perante a previsão do agravamento das condições climatéricas entre amanhã e sexta-feira, em virtude da depressão Therese, a Proteção Civil emitiu várias recomendações à população.

“O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, e nas áreas mais expostas, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:

• Adotar medidas de autoproteção adequadas e planear as deslocações em antecipação, sobretudo face ao período mais adverso, evitando a exposição ao risco.

• Garantir a desobstrução dos sistemas de drenagem pluvial, removendo inertes e outros objetos suscetíveis de ser arrastados ou de obstruir o escoamento das águas.

• Assegurar a fixação adequada de estruturas soltas, como andaimes, placards e estruturas suspensas.

• Adotar cuidados acrescidos na circulação e permanência em áreas arborizadas, face à possibilidade de queda de ramos e árvores por ação do vento forte.

• Adequar comportamentos e atividades às condições meteorológicas previstas, evitando deslocações desnecessárias ou para zonas afetadas.

• Respeitar as interdições e condicionamentos no acesso a áreas previamente sinalizadas.

• Não circular por zonas com prédios degradados, devido ao risco de derrocadas.

• Ter especial cuidado nas zonas montanhosas, vertentes expostas e zonas costeiras.

• Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial atenção à possível formação de lençóis de água nas vias e formação de gelo.

• Evitar a travessia por zonas inundadas, prevenindo o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.

• Não circular em vias afetadas pela acumulação de neve.

• Respeitar as interdições dos acessos às zonas com neve.

• Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento;

• Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira.

• Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil nas redes sociais e aplicação e das Forças de Segurança.

A autoridade aponta ainda possíveis efeitos que o agravamento da metrológica poderá trazer para os próximos dias:

“• Possibilidade de queda de ramos ou árvores, com eventual afetação das infraestruturas de comunicações e energia.

• Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, bem como o desprendimento de estruturas móveis

ou deficientemente fixadas, devido a episódios de vento forte, podendo provocar acidentes com veículos em circulação ou com transeuntes na via pública.

• Piso rodoviário escorregadio, devido à possível formação de lençóis de água.

• Ocorrência de inundações em zonas urbanas.

• Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis.

• Desmoronamento de muros de suporte ou taludes.

• Galgamentos costeiros.

• Queda de neve.”

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