Entre amanhã e sexta-feira, está prevista a aproximação da depressão Therese, que poderá trazer um agravamento das condições metrológicas.
Para os próximos dias o IPMA prevê períodos de céu muito nublado, com “ocorrência de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada na Costa Norte, Costa Sul, Regiões Montanhosas e na ilha do Porto Santo. Nas zonas altas, acima dos 1400/1500 metros de altitude está prevista também precipitação de na quarta-feira e quinta-feira.
Relativamente ao vento prevê-se que seja forte de oeste/sudoeste, a aumentar a partir do dia 18 (quarta-feira) moderado a forte com rajadas até 70 km/h e até 90 km/h nas terras altas. No dia 20 (sexta-feira), em especial durante a manhã, aumento temporário do vento de sul/sudoeste com rajadas até 90 km/h podendo atingir 130 km/h nas terras altas.
Já a agitação marítima, a partir da tarde de quarta-feira, irá contar com ondas de noroeste com 4 a 5 metros na Costa Norte e parte oeste da Costa Sul da Madeira e do Porto Santo. Na Costa Sul, são esperadas ondas de sudoeste na Costa Sul da Madeira e do Porto Santo a partir do dia 20 (sexta-feira), quando se prevê um novo agravamento com ondas de 5 a 6 metros e altura máxima até 10 a 12 metros, diminuindo gradualmente durante a tarde”.
Perante a previsão do agravamento das condições climatéricas entre amanhã e sexta-feira, em virtude da depressão Therese, a Proteção Civil emitiu várias recomendações à população.
“O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, e nas áreas mais expostas, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:
• Adotar medidas de autoproteção adequadas e planear as deslocações em antecipação, sobretudo face ao período mais adverso, evitando a exposição ao risco.
• Garantir a desobstrução dos sistemas de drenagem pluvial, removendo inertes e outros objetos suscetíveis de ser arrastados ou de obstruir o escoamento das águas.
• Assegurar a fixação adequada de estruturas soltas, como andaimes, placards e estruturas suspensas.
• Adotar cuidados acrescidos na circulação e permanência em áreas arborizadas, face à possibilidade de queda de ramos e árvores por ação do vento forte.
• Adequar comportamentos e atividades às condições meteorológicas previstas, evitando deslocações desnecessárias ou para zonas afetadas.
• Respeitar as interdições e condicionamentos no acesso a áreas previamente sinalizadas.
• Não circular por zonas com prédios degradados, devido ao risco de derrocadas.
• Ter especial cuidado nas zonas montanhosas, vertentes expostas e zonas costeiras.
• Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial atenção à possível formação de lençóis de água nas vias e formação de gelo.
• Evitar a travessia por zonas inundadas, prevenindo o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.
• Não circular em vias afetadas pela acumulação de neve.
• Respeitar as interdições dos acessos às zonas com neve.
• Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento;
• Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira.
• Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil nas redes sociais e aplicação e das Forças de Segurança.
A autoridade aponta ainda possíveis efeitos que o agravamento da metrológica poderá trazer para os próximos dias:
“• Possibilidade de queda de ramos ou árvores, com eventual afetação das infraestruturas de comunicações e energia.
• Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, bem como o desprendimento de estruturas móveis
ou deficientemente fixadas, devido a episódios de vento forte, podendo provocar acidentes com veículos em circulação ou com transeuntes na via pública.
• Piso rodoviário escorregadio, devido à possível formação de lençóis de água.
• Ocorrência de inundações em zonas urbanas.
• Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis.
• Desmoronamento de muros de suporte ou taludes.
• Galgamentos costeiros.
• Queda de neve.”